A I Parada Livre de Canoas representa um novo momento em Canoas. A avaliação é do professor e pesquisador Pierre Bedin, que também é ativista voluntário junto na Coordenadoria Municipal das Diversidades. "São mudanças no campo institucional, ainda há muito que se avançar, mas esse evento é reflexo de uma mentalidade que começa a ganhar espaço na sociedade", analisa Bedin, que é pós-graduado em antropologia e desenvolve estudo em relações de gênero.
O pesquisador considera que há dois fatores que podem explicar esse novo momento que a cidade vive, de ampliação das manifestações sociais de Canoas, em toda a sua diversidade. "Por muito tempo, o município esteve submetido a uma política conservadora, mas teve mudanças com esse njovo governo, que tem sua base nos movimentos sociais; Além do mais, houve um avanço das lutas identitárias das minorias sociasi, que tem ganhado estatuto de movimentos sociais, inclusive no âmbito jurídico", enumera.
Como voluntário na administração municipal atual, Benin está cooperando com a atual gestão, através da preparação de um projeto de capacitação de gestores nas áreas de relações de gênero e direitos humanos. "Trata-se de ações micros, coerentes como uma política macro, que é a campanha "Brasil sem homofobia", desenvolvida pelo Governo Federal", explica.
A I Parada Livre ocorre na região central no próximo dia 8 de novembro, sendo uma realização da Prefeitura Municipal de Canoas, através da Coordenadoria Municipal das Diversidades, com a participção de organizações não governamentais, como a Se Ame, de Alvorada, e a Nuances, de Porto Alegre; além do apoio de várias autoridades públicas.
Ronaldo M. Botelho