A abordagem da cultura como estratégica sistêmica de desenvolvimento de outras áreas na cidade é um dos eixos que orientam os projetos da Secretaria Municipal da Cultura de Canoas. A afirmação é do responsável pela Diretoria de Economia Cultural da Secretaria Municipal de Cultura de Canoas (SMC), Eduardo Paim Garcez. "É uma visão que considera os projetos culturais em uma perspectiva de retorno econômico e social de longo prazo", explica.
Ao lado da Economia do Conhecimento (ou da informação), a Economia da Cultura, integra o que se convencionou chamar de "Economia Nova", o modelo da Economia da Cultura tende a ter a inovação e a adaptação às mudanças como aspectos a considerar em primeiro plano. Entre as ações desencadeadas mais diretamente nesse nível, Paim destaca o Microcrédito Cultural; o Programa de Incentivo a Cultura 2009 (PIC) e o Fundo Municipal de Cultura.
O diretor da SMC explica que o Microcrédito Cultural vai disponibilizar incentivos de R$ 3.000,00 - não reembolsáveis - para até 50 projetos artístico-culturais, atingindo a comunidade artística como um todo. "Vai produzir sustentabilidade e fruição cultural", nota. Já através do PIC, o poder público vai conceder o investimento de 80% do valor total das propostas de diferentes linguagens artísticas apresentadas mediante edital, sendo 20% a contrapartida do proponente.
Finalmente, o Fundo Municipal de Cultura captará recursos da iniciativa privada através de subsídios extraídos dos impostos municipais, como também acolhe recursos do Fundo Estadual e Nacional como prevê o Sistema Nacional de Cultura.\tCom essa orientação, serão contemplados todos os segmentos culturais do município, e entidades com atuação específica na área. "A proposta geral é gerar a sustentabilidade da produção cultural, através da fruição cultural, objetivando a cidadania como produto final, resume Paim.
Ronaldo M. Botelho