Garantir o acesso e a permanência na escola de crianças e adolescentes portadores de deficiência. Esse é o objetivo do Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC Escola). O programa dedica a esse público alvo um valor mensal desde que os mesmos estejam frequentando o ambiente escolar. Com o intuito de otimizar essa iniciativa, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social em conjunto com as Secretarias de Educação e de Saúde e as Subprefeituras está planejando uma triagem a fim de refazer o mapeamento desse beneficiários. A última contagem é de 2006 e acusa que 432 canoenses são recebedores do BPC Escola.
O monitoramento será feito por meio de visitações de equipes de 8 a 10 pessoas, todas farão dos órgãos públicos envolvidos no projeto. A vistoria será dividida por quadrantres e deve durar 30 dias, com início na quinta, dia 5 de novembro. Na quarta, 4, haverá uma capacitação com os visitadores. Para receber a verba, o beneficiário deve ter de zero a 18 anos.
"Esse novo levantamento tem a finalidade de detectar casos novos de pessoas nessa situação, saber quantos beneficiários já passaram dos 18 anos, ter ciência de quantos já vieram a óbito e o mais importante que é saber quem recebe o incentivo e não frequenta a escola", declara Mariestér John, estagiária do Desenvolvimento Social. A estudante foi designada pela secretaria para participar de uma capacitação do mesmo programa só que em nível estadual e que vai repassar os métodos aos visitadores do município.
De acordo com a diretora da Proteção Social Especial, Loiva Dietrich, esse projeto visa desenvolver mais acessibilidade aos beneficiários. "Dessa forma reduziremos a evasão escolar desses jovens e crianças", declara.
O gestor da Unidade de Inclusão da Secretaria Municipal da Educação, Ronaldo Ribeiro, informou que a contagem que o setor possui dá conta apenas de 137 recebedores cadastrados, mas, de acordo com eles, esses dados foram repassados por entidades conveniadas. "Esse levantamento próprio será fundamental para nosso controle interno", declara.
"Essa discussão não pode ser feita apenas pelo poder público, a sociedade precisa estar consciente e entender a importância dos jovens e crianças estarem na escola. O acesso é um direito, por isso, todos devemos nos inserir nesse diálogo", considera a assistente social Tatiana dos Santos, que irá coordenar a ação.
Mariela Carneiro