Não importa a etnia, o credo ou a escolha profissional. Mulheres, em qualquer situação, jamais podem ser vítimas de violência, moral e física, ou se calarem diante dela. Para discutir políticas públicas a fim de minimizar o quadro de violência no país, a Secretária de Saúde e vice-prefeita de Canoas Beth Colombo e a coordenadora da Coordenadoria da Mulher no município, Maria Aparecida Flores, junto com aproximadamente 100 mulheres, participaram na manhã desta sexta-feira, 5, do Fórum Estadual sobre Gestão de Políticas Públicas para Mulheres nos Municípios. O evento aconteceu na sede da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), onde foi assinado com representantes de 50 municípios gaúchos o pacto de enfrentamento à violência contra a mulher.
Presente no evento, a ministra da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres do Governo Federal, Nilcéa Freire, afirmou que o Rio Grande do Sul foi escolhido de forma prioritária no Brasil pelos índices significativos de violência que apresenta. Atualmente, outros 21 estados já assinaram o pacto. "A ideia é lançar estas cidades como exemplos e difundir a meta de erradicar a violência em todo o Estado", ressalta. Nilcéa destaca que nos outras unidades federativas, os pactos foram assinados com o governo estadual. Por isso, a assinatura no Rio Grande do Sul significa uma quebra de paradigmas. "Houve uma mobilização muito grande das coordenadorias da região. Fizemos questão de comparecer a este evento e conferir as assinaturas de perto".
Um dos poucos homens presentes no evento, o presidente da Famurs e prefeito de Sentinela do Sul, Marcos Vinícius Vieira de Almeida, afirmou que a discussão e o pacto mostram o quanto o Estado está interessado em enfrentar esta grave situação."Ficamos muito felizes com a mobilização dos coordenadores e prefeitos. Acreditamos que há desejo de mudança e os outros municípios devem, aos poucos, aderir a este movimento". Marcos ressalta que a ideia de que um comitê municipal de enfrentamento à violência gere custos aos cofres públicos é equivocada e precisa ser reavaliada urgentemente pelos chefes de executivo. "Não há qualquer prejuízo ao município, pelo contrário. Os resultados desta mobilização são fundamentais para as próximas gerações", destaca.
Cris Weber