As lâmpadas fluorescentes contêm pequenas quantidades do elemento mercúrio (Hg), substância altamente tóxica. O consumo é alto, em razão da economia com os gastos de energia elétrica, mas, o problema é que 94% das lâmpadas são descartadas no Brasil sem nenhum tipo de tratamento. Em Canoas, a Prefeitura Municipal está contratando uma empresa para dar o fim adequado a este tipo de material.
De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Celso Barônio, ao assumir a gestão da pasta, foi encontrado um "depósito" com cerca de 20 mil lâmpadas, acumuladas há nove anos. "O que temos na área ao lado da Secretaria é um passivo que vem sendo coletado indevidamente desde 2000", comentou.
Dentro da política de preservação do meio ambiente da Secretaria, Barônio conta que, foi iniciado um estudo para encontrar uma forma de trabalho que envolva todos os atores do ciclo de produção e consumo. "A ideia e envolver o fabricante, distribuidor, revendedor e o usuário, pois, é uma responsabilidade coletiva o descarte correto deste tipo de material", salienta.
Vale lembrar que o cidadão conta com a Lei Estadual 45.524 da Logística Reversa, que prevê o recebimento por parte do fabricante, das lâmpadas fluorescentes comercializadas. Para isso, os usuários devem se educar para reenviar o material, assim que não servir mais para o uso.
Rachel Duarte