Minimizar os efeitos devastadores de nossas atitudes no mundo. Este é o principal objetivo da exposição Reflexões, disponível no Mini Zoo de Canoas desde o dia 6 de novembro. Os visitantes além de contemplar a beleza da flora e da fauna presente no local, podem acompanhar imagens de animais agredidos pela intervenção do homem e pensar sobre a postura humana na natureza. A exposição pode ser visitada das 9 às 18 horas, dentro do Parque Municipal Getúlio Vargas, o Capão do Corvo.
O Mini Zoo conta com 156 animais, que estão em cativeiro devido ao tráfico de animais, maus tratos ou abandono. Algumas espécies estão em inclusive em extinção, como o Bugio, o Papagaio Charão e o Gato do Mato. Uma das mais ameaçadas no Brasil, o Cardeal Amarelo também foi entregue ao Mini Zôo, mas, já está em experiência de reprodução no Parque Zoológico Estadual. Segundo a veterinária Liliana Castoldi, 2009 está sendo o ano de maior entrega de animais. Ela acredita que isso acontece devido a divulgação do Mini Zôo na Região Metropolitana, em razão do trabalho intenso e educativo ao longo de quatro anos. "Desde que existe o zôo, nós trabalhamos constantemente na orientação sobre a relação do homem com os animais. Os surtos de doenças, como a febre amarela, também nos tornaram referência", explica.
A média de animais que chegam ao Mini Zôo de Canoas é de 20 por dia e a exposição divulga informações importantes para a compreensão dos visitantes, como o resultado da intervenção humana que torna animais reféns para toda a vida. "Tudo na natureza é relacionado, nada vive de forma isolada. Um animal representa para a sua e as outras espécies uma parte importante no ambiente", é uma das mensagens da exposição.
A entrega de animais silvestres pode ser feita no Mini Zoo, no Capão. Já os animais que foram domesticados devem ser entregues ao Ibama (Barão do Gravataí, na Cidade Baixa - Porto Alegre). Para denúncias a fiscalização é conjunta, tanto local com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, como com o órgão nacional. O telefone da pasta é 3462 1684.
Rachel Duarte