A dona de casa Jureci de Paula, 50 anos, é moradora da Vila João de Barro e possui nove cachorros na residência. Enquanto trocava a água dos bichinhos na manhã desta segunda-feira, 16, foi surpreendida com a chegada de dois agentes de endemias da diretoria de Vigilância em Saúde, que pediram licença para entrar. Jureci prontamente atendeu o pedido e aceitou que os agentes fizessem uma vistoria no pátio e no interior da casa, verificando cachepôs de plantas, fossas e até mesmo os potinhos que a moradora tinha nas mãos. "Deixei que eles entrassem porque fico sempre preocupada e quero esta doença longe daqui. Todos os dias tomo medidas de precaução, para evitar a dengue". Durante a visita, a agente Marilda Lemos deu uma importante dica para a dona de casa: colocar nas bromélias, planta que costumeiramente retém líquido, duas colheres de água sanitária diluídas em dois litros de água para evitar as larvas. "Gostei muito desta dica e vou adotá-la daqui pra frente".
A vistoria nas casas tem um motivo muito importante: começou nesta segunda o Levantamento de Índice Rápido para Aedes Aegypti (LIRAA), promovido pela Secretaria de Saúde. Até sexta-feira, das 8h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h, 92 agentes irão visitar 3011 domicílios, verificando a possível incidência de rastros do mosquito em casas, condomínios e terrenos baldios. Na vistoria desta manhã, na mesma Vila, os profissionais recolheram principalmente a água das bacias utilizadas pelos animais. A menina Andriele Luiza Silva, 5 anos, ficou atenta às dicas e afirmou que já aprendeu a prevenir a dengue durante as aulas da escola onde estuda. "A professora explicou que não podemos deixar a água parada porque é perigoso e depois o mosquito pode nos picar e passar a doença", ensina. Além disso, em outra residência foi encontrada uma larva suspeita, que foi recolhida e será levada para análise no laboratório de entomologia do município. Em caso positivo, a área passará por uma avaliação em uma raio de 300 metros que caso seja necessário, será pulverizada para evitar a proliferação do Aedes.
Cris Weber