Um encontro entre voluntários em ser fiscal de urna eletrônica, representantes de Grêmios Estudantis, e a Coordenadoria da Juventude, aconteceu nessa segunda-feira, 16, no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Cristina Vasconselos, Chefe da Zona Coordenadora do TRE, orientou os presentes sobre o programa de treinamento para mesários. A votação do Parlamento Jovem começará nessa sexta-feira, 20, com urnas eletrônicas, em cinco colégios do município.
A tecnologia de urnas eletrônicas foi introduzida em eleições nacionais pela Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a partir da eleição municipal de 1996, quando foi usada apenas em cidades maiores. Seu uso foi expandido em 1998 e 2000, alcançando neste ano a totalidade dos municípios. Sua característica mais marcante é a totalização de votos de uma seção eleitoral realizada pela própria urna eletrônica, que, no final da sessão de votação, emite um relatório (digital e impresso) informando o número de votos dados a cada candidato.
Há quatro fases no processo de votação: a identificação do eleitor, a votação secreta, a apuração de cada urna, e a totalização dos votos. O número do título do eleitor é usado como senha para habilitar o uso da urna. Em seguida, o eleitor escolhe seus candidatos e confirma esta escolha; e finalmente seu voto é somado aos demais da mesma urna, sendo gerados apenas totais de votos no final da sessão.
Para a representante do Grêmio do Colégio Concórdia, Letícia Moretto, a proposta do Parlamento Jovem, em concretizar essa eleição é muito importante para os estudantes. "Para quem quiser seguir o ramo da política, esse projeto é excepcional, porque o aluno que estiver participando, vai ver como o sistema funciona e assim saberá se é algo que realmente quer para o seu futuro", pondera. Já a representante do Grêmio do Colégio La Salle, Tais de Freitas Nunes, diz que muitos adultos reclamam da política, mas poucos fazem algo para mudar. "Com o Parlamento Jovem, os estudantes terão um incentivo, não só em participar da política com voz ativa e saber como ela funciona, mas em mostrar para os adultos que a democracia pode ser feita também pela juventude", finaliza.
Pedro Foss