Médicos, enfermeiros e socorristas que trabalham no Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC) passaram na manhã desta terça-feira, 17, por uma capacitação para compilação de dados sobre índices de violência na cidade. Através do formulário denominado como Relatório de Notificação Individual de Acidentes e Violência (RINAV), os profissionais em saúde saberão quantas vítimas de violência passam pela instituição e poderão prever ações de prevenção e redução de danos, tendo a dimensão mais próxima da realidade, principalmente na captação de recursos com o governo federal.
A distribuição do formulário é feita pela Vigilância em Saúde e o preenchimento é realizado pelo profissional que fez o atendimento na casa de saúde. Uma via fica arquivada no Hospital e outras duas na Vigilância. Em caso de criança ou adolescente, a 1° via fica com a Vigilância em Saúde, a 2° vai para o Conselho Tutelar e a 3° fica no Hospital, com acesso restrito. O mesmo acontece para os idosos, onde uma das vias será remetida ao conselho do idoso. De acordo com a ministrante da palestra, Lenita Andreazza, que trabalha no programa de prevenção à violência da Secretaria Municipal da Saúde, o levantamento poderá ser bastante útil na procura de soluções para os casos que possam ser revertidos. "Nas situações de violência contra a mulher, por exemplo, poderemos ter noção do problema e encaminhar a visita de uma assistente social, que poderá mudar a realidade desta vítima", ressalta.
O relatório sempre será preenchido em caso de acidentes de trânsito ou queda, onde há trauma; suspeita de maus tratos, abuso sexual, violência física ou psicológica; negligência e abandono e auto-agressão. Especialmente nos casos de trânsito, o objetivo é trabalhar políticas de prevenção. De acordo com dados do Ministério da Saúde, para cada uma pessoa que morre no país em acidentes de trânsito, 13 ficam feridas e quatro delas têm ficam paraplégicos ou tetraplégicos.
Cris Weber