Exposição de fotos, de artesanato, desenhos, apresentação de teatro e dança. Essas manifestações artísticas fazem parte da mostra de trabalhos temáticos de 14 Escolas Municipais de Ensino Fundamental. Durante essa semana a iniciativa está de forma permanente na Feira da Consciência Negra, na Praça da Bandeira, no centro de Canoas. A cada turno duas, três ou quatro escolas se revezam e vão ao espaço montado em homenagem às culturas afrodescendentes. O dia de Zumbi dos Palmares é celebrado nesta sexta, 20 e a Secretaria Municipal da Educação está de forma permanente colaborando com as atividades propostas pela Coordenadoria de Igualdade Racial.
A mostra é resultado do trabalho desenvolvido durante todo ano. De acordo com a Lei 10.639, os conteúdos relacionados à africanidade devem ser obrigatórios no currículo escolar em nível nacional. "Os trabalhos estão riquíssimos, estão superando as nossas expectativas. O empenho dos alunos nas apresentações é gratificante. Posso dizer que é uma sementinha que está dando frutos", ressaltou a coordenadora da iniciativa, Maribel Pulgatti, que também é supervisora do Departamento de Ensino Fundamental.
Após apresentar o teatrinho, relatando diversas lendas que contam a história da raça negra, cinco alunas do 4º ano da E.M.E.F. Rio de Janeiro, afirmaram que, além de exercitar seus dotes artísticos, elas também aprenderam conteúdos históricos. "A lenda do leãozinho que se chamava 'coração sozinho' me ensinou que não conseguimos fazer nada sozinhos. Ele nasceu sem ninguém e decidiu que se chamaria assim, mas quando precisou caçar para sobreviver, foi necessário recorrer aos outros e então mudou seu nome para 'coração com todos'", contou a pequena Yasmin Fermínio, de 9 anos.
A professora Tânia Fries e a vice-diretora Josilene Cafruni destacaram que na elaboração das apresentações foi priorizado o aprendizado das origens das lendas. "Eles pesquisaram no Atlas e na internet quais eram os países originários da cultura negra", explicam.
Mariela Carneiro