Cinqüenta pessoas desalojadas, mais de 70 casas destelhadas, 100 árvores e vários postes de iluminação caídos e duas mortes. Este é o saldo do pior temporal que atingiu Canoas este ano na avaliação do coordenador da Defesa Civil Mauro Guedes. A Defesa Civil está em alerta total porque a situação pode ficar pior ainda se a chuva prevista para hoje realmente se confirmar.
Uma equipe de 200 pessoas da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros está nas ruas tentando restabelecer a situação de normalidade no município. Lonas e telhas estão sendo distribuídas para as famílias atingidas pela chuva de ontem e que tiveram perda total ou parcial dos telhados e suas residências.
O coordenador da Defesa Civil Mauro Guedes esteve visitando as famílias do bairro Guajuviras afetadas pelo temporal que atingiu 99 quilômetros horários na tarde desta quinta-feira. Duas árvores atingiram duas casas e as pessoas escaparam como que por milagre, mas perderam tudo e o pouco que sobrou foi roubado durante à noite.
Foi o que ocorreu com Renato Volmir Prestes e a mãe Luiza Beatriz da Silva que moram na Avenida Nazário, 2018, há 22 anos, que teve que acampar no terreno onde mora a irmão perto dali.
Outro caso foi o de João Adroaldo da Rocha que mora na Rua 3, número 1402, que perda total do telhado da casa e ainda corre o risco de três árvores de grande porte caírem sobre a casa. O coordenador Mauro Guedes disse que, como solução emergencial, uma equipe do Corpo de Bombeiros vai ao local cortar os galhos que ameaçam cair sobre o telhado da residência onde também mora Josefina Schneider.
Segundo Mauro Guedes, um levantamento feito pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente indica que existem 5.136 árvores em situação de risco em toda área do município de Canoas.
Praia do Paquetá - O nível do Rio dos Sinos na Praia do Paquetá está em 2,6m, representando 1,8m acima do normal. Por conta disso, 59 famílias, 300 pessoas, estão totalmente ilhadas sem poder sair da área. "Só de barco", explica Mauro Guedes, que foi até o local pela manhã. A situação é tão crítica que nem mesmo uma ambulância pode entrar na área para socorrer as pessoas e as crianças estão sem poder ir à aula no dia de hoje.
Floriano Becker