Se já não bastasse estarem ilhadas desde domingo, 15, as 59 famílias que moram na prainha de Paquetá em Canoas começam a viver o drama de ficar sem mantimentos.
A cheia do rio dos Sinos que continua a subir, e já está há 2,7m acima do nível, tomou conta da estrada que dá acesso a localidade. Diante disso, não há como abastecer a região.
Hoje à tarde a Defesa Civil de Canoas foi conferir a situação dos moradores. Muitos já estão sem ter o que comer, contam com a ajuda dos vizinhos.
Na casa de dona Maria Geni, de 56 anos, a água arrastou mesas e cadeiras. Perdeu os alimentos da geladeira por causa da falta de luz. "O pouco que sobrou já está no fim" lamenta a aposentada. De acordo com o coordenador da Defesa Civil Mauro Guedes, já estão sendo providenciados alimentos para abastecer as quase 300 pessoas que também estão vivendo em situação de risco. Para evitar a contaminação de doenças por causa da enchente, Edilene usa botas para conseguir caminhar pela água que chega a bater na cintura dela.
De acordo com o presidente da Associação dos Moradores da prainha, Paulo Denilto, as crianças não estão conseguindo frequentar a escola há 5 dias. "Os ônibus não conseguem entrar aqui com as más condições da estrada de acesso, daí não tem como levar a criançada".
Para ajudar com doações basta ir até os bombeiros de Canoas que fica na Rua Santos Ferreira ou entrar em contato com o Movimento Ação por Canoas (Maca) pelo telefone 34767444.
TAÍS DAL RI