A recente morte de Roselaine Freitas de Carvalho, 27 anos, mãe, moradora do bairro Niterói, foi lembrada com depoimentos emocionados e aplausos. Nessa quarta-feira, 20, cerca de 70 pessoas estiveram em frente ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), da avenida 17 de abril, com velas acesas para manifestar seu desejo de mudança na realidade de muitas mulheres que convivem com a violência em silêncio. Canoas entrou no calendário da campanha dos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres com uma vigília cheia de demonstrações de solidariedade pelas guajuvirenses.
A violência doméstica nem sempre deixa marcas físicas, mas traz danos contra as famílias e conseqüências para a sociedade. Ela pode também ser moral ou por meio do controle econômico. São atitudes que passam despercebidas para muitas mulheres e podem ser consideradas até "normais" em grande parte das vezes. Segundo dados do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem/2009), uma em cada três mulheres, adolescentes e meninas sofrem maus tratos em seus lares.
A coordenadoria das Mulheres da Prefeitura de Canoas esteve à frente do movimento pelo fim da violência, que contou com a presença da coordenadora-adjunta da ONG Themis, Lis Pasini, de promotoras legais populares e de mulheres guardas municipais da secretaria de Segurança Pública e Cidadania.
Contatos importantes para orientações ou denúncias de violência contra as mulheres
:: Coordenadoria Municipal de Políticas para Mulheres
Rua Cândido Machado, nº 429, sala 201 - Fone: 3463 57 94
:: Centro de Atendimento à Mulher - Fone 180
:: Delegacia da Mulher
Rua Cândido Machado, 106 - Fone: 3476 20 56 e 3427 22 37
:: Serviço de Informação à Mulher (SIM) - Fone: 3464 35 72
:: Secretaria Municipal de Segurança Pública e Cidadania - Fone: 3332 32 86
:: Secretaria Municipal de Saúde - Fone: 3462 16 72
:: Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social - Fone: 3472 03 56
Andrea de Freitas