Pratos e copos plásticos, embalagens de picolé, garrafas d`água, sacos de carvão e até restos de churrasco jogados no chão. Depois de um final de semana de sol o Parque Municipal Getúlio Vargas, uma das principais áreas de lazer de Canoas, amanhece na segunda-feira coberto de sujeira. Difícil encontrar uma parte dos 18 hectares de área sem um resíduo que foi ali largado sem a menor culpa. E o pior, muitas vezes é deixado pelos frequentadores do parque ao lado das lixeiras.
Um mutirão composto de cinco funcionários da Secretaria do Meio da Ambiente é designado, logo nas primeiras horas da manhã, para fazer a limpeza. São recolhidos cerca de 3 contâineres cheios. A grande quantidade de lixo não permite que o trabalho seja ágil e logo os visitantes que frequentam o parque durante a semana para se exercitar e passear começam a chegar. Se deparam com o um cenário no mínimo imundo. E foi essa a impressão que os alunos da 5° série da Escola Municipal Granja Esperança de Cachoeirinha tiveram ao entrar no Capão do Corvo nessa segunda-feira, 30. "Horrível" grita uma das alunas. A professora Carmem Jacques revela que a sujeira serviu para alertar e sensibilizar os estudantes. "Não faz mal apenas para as pessoas, também prejudica muito o Meio Ambiente", completa.
De acordo com a Diretora de Preservação e Controle Ambiental da Secretaria do Meio Ambiente a falta de consciência dos frequentadores atrapalha a rotina de limpeza da cidade e incomoda os visitantes que utilizam o capão do corvo durante a semana, "O pessoal nos cobra a limpeza, temos que deixar o local em condições. Com o tempo que perdemos aqui poderíamos nos dedicar a cuidar mais das praças da cidade, cortar a grama do parque até limpar o lago" lamenta a diretora que só tem 8 funcionários de limpeza para atender toda a cidade.
Pelo Capão do Corvo estão espalhados 10 tonéis e lixeiras onde o lixo deveria ser depositado. Para que a população se sensibilize e ajude a cuidar do parque, projetos de educação ambiental já estão sendo pensados, por enquanto, os gestores pedem a colaboração dos usuários para que cuidem mais do patrimônio que também é deles.
TAÍS DAL RI