O engenheiro da Corsan, José Homero Finamor Pinto, explicou para a comunidade a diferença entre pagar tarifa e taxa de saneamento em audiência pública nessa terça-feira, 1°. Segundo o Secretário Municipal do Meio Ambiente, Celso Barônio, a idéia foi entender o custo da água e do saneamento para que se possa no futuro ver qual o melhor encaminhamento do sistema de cobrança de saneamento da cidade.
Para entender a estrutura tarifária da Companhia Riograndense de Saneamento, os canoenses pagam hoje a conta de água da seguinte forma: Valor fixo de R$14,72 (mesmo que não utilize a água), a cada m³ consumido é pago o valor de R$3,11 e a tarifa de saneamento corresponde a 70% do valor total pago pela água. Se o saneamento fosse cobrado através de taxa, ao invés de pagar uma porcentagem sobre o valor da água seria pago uma taxa fixa de 5m³, o que corresponderia somar mais R$15, 55 na conta, independente do consumo.
Outra diferença seria que as pessoas que não estão ligadas na rede coletora de esgotos passariam obrigatoriamente a pagar a taxa. Hoje 14 mil usuários estão ligados a rede e 15 mil não estão. De acordo com Finamor quem consome mais água seria beneficiado, ponderou também, que se houvesse essa mudança em Canoas o resultado poderia ser positivo para arrecadação do Fundo de Gestão compartilhada. Uma quantia que a Corsan repassa a prefeitura todos os meses para ser reinvestido na cidade. Hoje é depositado para o governo municipal cerca de 240 mil reais mensais, com a aplicação da lei de taxação esse valor passaria para 850 mil reais, total de 10,2 milhões por ano o que seria suficiente de acordo com o engenheiro, colocar no prazo de 15 anos rede de esgoto em toda a cidade, hoje a perspectiva é de 25 anos.
TAÍS DAL RI