Ao contrário do temporal do dia 19 de novembro, que destelhou parte da e causou muita tensão entre os estudantes E.M.E.F. Max Oderich, no Porto Belo, o clima desta quarta era de risos, palmas e cantos entre os professores, pais, alunos e outros visitantes locais, que participaram das atividades do projeto Caravana Cultural, da Secretaria Municipal de Cultura de Canoas. "Combinamos a iniciativa com os professores e houve boa receptividade", explica a supervisora Aline Rambow.
Música, dança, teatro e oficinas integraram a comunidade escolar, criando um espírito agradável, que revitalizou os ânimos, abalado desde o impacto do último temporal na escola. A diversidade de ritmos e atividades é um dos pontos fortes desse projeto, que concentrou a atenção dos cerca de 240 alunos, tanto no hip-hop, quanto na dança cigana, duas das várias apresentações realizadas na ocasião. O alto som da música atraiu também moradores das redondezas, que ingressaram na escola, mesmo abaixo de chuva, logo que o guarda abriu o portão.
Enquanto isso, no andar de cima, outros dois grupos de alunos aprendiam noções de grafite; de literatura e de musicoterapia, que participavam, em grupos separados, organizados pelas professoras. "A intenção é diminuir a distância entre o artista e o receptor, mostrando que todos podem fazer música, que esta não está só no CD que se compra, está aqui com eles, é inerente ao ser-humano", explica a musicoterapeuta Mariani Oselame, uma das oficineiras que atuaram no Projeto. Conforme o diretor de Linguagens Artísticas da SMC, Gilberto Motta, o projeto Caravana Cultural ocorre semanalmente, nos locais em que se realiza o Prefeitura na Rua, ou em outros pontos de grande fluxo da cidade, especialmente escolas.
Ronaldo M. Botelho