Para quem entra na apertada oficina mecânica, no Mathias, não pode imaginar o universo de imaginação, traduzido em pinturas, que se esconde no andar de cima. Ali, o pintor canoense Cláudio Shultz mantém seu ateliê improvisado, em que desenvolve atualmente "Faces da Vida", seqüência de 11 quadros que vai integrar a vernissage do artista na próxima segunda-feira, 7.
O evento vai ocorrer no auditório da Secretaria Municipal de Cultura de Canoas (SMC), e integra a política de estímulo e promoção das artes e dos artistas locais, desencadeada pela atual gestão. Para o coordenador de artes visuais da Diretoria de Linguagens artísticas da SMC, Fernando Lima, uma das qualidades de Schultz é a de buscar referências históricas para suas pinturas, orientado por um realismo contemporâneo. "Ele persegue uma linha de grandes pintores, como Eric Fieechl e Mauricio Takiguthi; mesmo com grandes dificuldades, descobre tempo para desenvolver seu trabalho", observa.
Foi naquele modesto espaço de sua residência, que divide com a esposa com deficiência, que ocorreram pesquisas e nasceram em idéias, inspiradoras de dezenas outras obras de Schultz. "Trabalho com a simplicidade da vida dos brasileiros, pessoas que se perderam na história", resume, descrevendo os rostos em um de seus quadros, sobre o movimento humano em uma cidade moderna. "Quero recuperar coisas que se que não se dá mais valor; primo pela sensibilidade", complementa.
A abertura da vernissage, com 25 dos quadros de Schultz, vai envolver um coquetel com a presença do autor. O evento ocorre na próxima segunda-feira, dia 7, às 18h, no auditório da SMC - Ipiranga, 105, 1.º Andar. A exposição está sendo organizada através da Diretoria de Linguagens Artísticas da SMC e vai permanecer nesse local até 18 de dezembro com acesso livre aos visitantes.
Ronaldo M. Botelho