Aos poucos os comerciantes foram chegando e se acomodando no auditório do Caic. Á espera deles integrantes do Gabinete de Gestão Integrada Municipal, o GGIM ,com a proposta de dialogar. Ainda com muitas dúvidas sobre o projeto chamado "comerciante legal", que ancora as ações do Território de Paz/Pronasci no bairro Guajuviras, os 27 participantes ouviram atentos o que o secretário adjunto da Secretaria de Segurança e Cidadania tinha a dizer. Eduardo Pazinato tratou logo de esclarecer que o trabalho que estão desenvolvendo no bairro, fiscalizando os bares, advertindo e orientando os comerciantes, antes de ser um ato repreensivo é um ato preventivo e ressaltou que é unindo as forças da comunidade com as forças das autoridades que será possível buscar soluções concretas contra a violência.
De acordo com pesquisa desenvolvida pelo GGIM dos 121 donos de estabelecimentos do Guajuviras pelo menos 75% deles apontam a falta de segurança como o pior problema do bairro seguido de falta de infraestrutura e assalto. No entanto, o Major Clafck da Brigada Militar enfatizou na reunião que não é possível resolver segurança pública só com policiais, "A responsabilidade também é dos moradores, a desordem atrai a violência. Por isso os bares devem ser inibidores da violência" disse. O Major também sugeriu que os comerciantes não vendam mais bebidas alcoólicas a menores e a clientes já alcoolizados e avisem quando houver alguém com arma. Em sua fala citou ainda que mais 160 policiais vão agregar o efetivo de Canoas e que deve aumentar o número de viaturas.
O comerciante Carlos Witzel que é dono de uma lancheria foi ao encontro acompanhado da esposa Ana Julia do Santos. Os dois consideraram a ação uma ótima iniciativa. "Assim vou entender como tirar alvará, quero me regularizar" salientou o comerciante que através da presença da Diretora da Vigilância em Saúde, Judith Vasconcelos, pôde receber as informações. A intenção do trabalho que está sendo desenvolvido segundo a diretora, agrega essa tarefa de qualificar os serviços nos estabelecimentos e que através da educação vão oferecer noções sobre higienização, formas de guardar os produtos.
No final da reunião os comerciantes se manifestaram fazendo perguntas, oferecendo sugestões, relatando experiências e suas dificuldades. Tudo foi anotado e deve servir de apoio para que o GGIM possa discutir e aperfeiçoar a ações.