Auditório do Ministério da Fazenda em Porto Alegre. Palco do Evento do Programa Olho Vivo no Dinheiro Público. Hoje 9 de dezembro, Dia Internacional de Combate a Corrupção, os nove alunos da rede municipal de ensino de Canoas, que venceram o concurso cultural através de desenhos e redações sobre o tema, receberam a premiação. Um playstation e uma máquina fotográfica para a escola que estudam.
Nas cadeiras reservadas especialmente para as estrelas desta manhã, o estudante Thalis Martinelli de 8 anos da Escola Jacob Longoni, estava ansioso para chegar a sua vez. "Eu fiz um desenho de dois prefeitos conversando, no meio, um sol muito brilhante simbolizando que não haveria mais corrupção, mas eu não achei que ia ser o vencedor" conta o menino. Ao lado dele o pai orgulhoso registrava todos os momentos com a câmera do celular. "Esse projeto foi uma maravilha, porque ele lê e assimila e depois de aprender sobre dinheiro público ficou com uma boa noção para o que servem os impostos", relata.
Os prêmios foram entregues pelas autoridades do município e do estado, como a Secretária da saúde e Prefeita em exercício Beth Colombo, Controlador Geral do Município Ivo Lech, Chefe da Controladoria Geral da união no Rio Grande do Sul Fábio do Valle Vargas da Silva, entre outros.
Natália de Paula Silva de 16 anos, da escola Irmão Pedro, ficou encantada com a tecnologia do game portátil que recebeu em reconhecimento a sua redação. Ela admite que ficou impressionada quando soube que as verbas do governo federal, destinadas ao município, poderiam ser desviadas. "Já aconteceu na nossa cidade né, com a merenda escolar" comenta. E sobre isso Beth Colombo em seu discurso de agradecimento ao projeto Olho Vivo no Dinheiro Público lembrou que na história recente de Canoas o povo sentiu na pele o peso da corrupção e que a partir de agora está sendo construído um presente comprometido com a honestidade.
O controlador Ivo Lech, disse ser emocionante estar ajudando a construir um novo momento em Canoas.
"Está sendo afirmada a cidadania da cidade num processo amplo de participação do controle social e isso chega as salas de aula , afinal 28 mil crianças receberam as cartilhas explicativas sobre como ser um fiscal do dinheiro público" completa.
Jackson Flores de 13 anos, da escola Barão de Mauá, saiu do evento com uma certeza, está recuperando a autoestima. Em lágrimas Janaína Flores, mãe do menino que está recém no 3° ano e tem dificuldades em ler, traduz em palavras o maior sentimento do concurso "Espero que esse seja o começo da superação, o que aconteceu com me filho e com os outros vencedores é um estímulo para sejam grandes cidadãos de bem no futuro".
Taís Dal Ri