Agentes da equipe do Programa de Saúde da Família estiveram na tarde desta sexta-feira, 11, na Prainha do Paquetá, área bastante atingida pelas cheias que já duram 25 dias. Nas últimas 24 horas a água baixou, mas ainda permanece 1,20 metro acima do nível do mar. A equipe composta por um médico, um enfermeiro, dois técnicos de enfermagem e um odontologista montou uma estrutura em um estabelecimento da rua principal da localidade, oferecendo análise de pressão, teste de diabetes e outros procedimentos. O médico também avalia os pacientes com febres ou dores pelo corpo, com o objetivo de prevenir doenças como a leptospirose. Esta é a terceira vez que os agentes passam pelo local. Como os moradores da Prainha são cadastrados no programa, já recebem na última sexta-feira do mês a mesma equipe, mas as visitas foram intensificadas por causa da inundação.
De acordo com o responsável pelo grupo, Paulo Santos, a ida da equipe ao local beneficia muito a população, não só por estarem ilhados neste período, mas pela facilidade de não precisarem ir até a UBS Mato Grande, a mais próxima. "As pessoas se sentem acolhidas por esta iniciativa, já que passaram por muitos transtornos nos últimos tempos". Além disso, são feitas visitas domiciliares a pessoas que estejam com fraturas ou com muitas dores. Em casos graves, o SAMU é chamado. Um dos pacientes atendidos nesta tarde, o serrador Rodrigo Lima Paim, 23 anos aproveitou para mostrar o pé machucado para o médico. "É muito melhor assim, quando não precisamos sair de casa para consultar". Rodrigo também levou a esposa e a filha de apenas 9 meses para a consulta.
Situação normalizada, mas ainda preocupante - O Coordenador da Defesa Civil Mauro Guedes afirma que a situação do rio já está normalizando, mas ainda inspira muitos cuidados, principalmente pela previsão de chuva forte neste final de semana. Se chover mais do que a média normal, os resultados são serão visualizados nesta segunda-feira. "Enquanto há chuva, nossa preocupação se limita a ventos fortes. Dois dias depois, quando a cheia invade a prainha, a situação se torna caótica e exige monitoramento constante. Caso não chova nos próximos dias, os rios Delta do Jacuí e dos Sinos devem demorar pelo menos uma semana para ficarem com os 80 cm acima do nível do mar, o que é considerado normal. Na próxima semana, haverá nova distribuição de alimentos no local.
Cris Weber