Desde segunda-feira, 14, profissionais de jornais, revistas, sites, portais, agências de notícias, rádios, emissoras de televisão, assessorias, meios alternativos e mídias comunitárias trabalham na disseminação de informações sobre o 1ª Conferência Nacional de Comunicação. A Empresa Brasil de Comunicações (EBC) montou uma estrutura específica para o evento com a mobilização da TV Brasil, a TV a cabo NBR, emissoras de rádios e a Agência Brasil de Notícias. As redes de comunicadores comunitários acompanham a conferência por meio da produção de informações e conteúdos por cerca de 60 comunicadores comunitários, oriundos de todas as regiões brasileiras.
O superintendente de rede e diretor de serviços da EBC, José Roberto Garcez, destacou que a empresa colocou à disposição de todos um estúdio no meio do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, desde o início do encontro. Uma tenda com dois telões e acesso a rede wireless foi montada para atender a cidadãos e blogueiros interessados em influenciar na construção de uma nova política de comunicação. A diversidade de meios para a repercussão da Confecom reflete em parte a complexidade do atual contexto da digitalização, da diversidade de meios e da convergência.
A 1ª Confecom é uma necessidade impulsionada pelas mudanças das últimas duas década no sistema de telecomunicações do País. Mas a regulamentação de rádios e TVs comunitárias é um clamor de pelo menos 80 anos. A invisibilidade de meios comunitários em grande parte dos municípios brasileiros leva a constatar o fato. O modelo vertical das comunicações no Brasil é refletido especialmente em lugares onde o índice de Desenvolvimento Humano (IDH) está muito abaixo dos parâmetros mínimos dos estabelecidos para países em desenvolvimento.
O tema da primeira Confecom - Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era digital - refere a íntima ligação entre novos meios digitais, a democratização da comunicação e a cidadania. O abismo entre possibilidade de acesso a serviços públicos de comunicação e a exclusão social de parcela da sociedade que não têm voz nem vez ficam evidentes quando se vê rádios poste a postos, em plena conferência, expondo a vulnerabilidade social de comunidades indígenas.
De Brasília, Andrea de Freitas