A divulgação internacional dos materiais produzidos na oficina do Natal da Transformação e a multiplicação dessa experiência em escolas deve ser o próximo passo das 90 artesãs que atuaram na oficina ministrada pela artista visual carioca Mana Bernardes em Canoas. "Botar o produto no mundo é uma etapa do processo; eu me assumi como madrinha desse grupo, e tenho certeza que seus produtos conquistarão o mundo", declara a ministrante, que foi uma das participantes na tarde de hoje do "1.ºSeminário Internacional Recidade: Consumo e Sustentabilidade". O trabalho dessas artesãs resultaram nas peças e obras que integraram a cenografia de natal na região central de Canoas.
Conforme Bernardes, a metodologia utilizada na oficina tem como princípio contar a "História da vida através do objeto e a história do objeto através da vida". Ela explica que na atualidade é preciso comprar produtos que tem histórias, através de um consumo consciente. Todo objeto tem um nome e uma memória afetiva. Se chamar qualquer um dos participantes do Natal da Transformação, eles vão contar a vocês a história da peça que fez. Eu acredito em pessoas que tem histórias e produtos que tem história", avalia.
As peças para a realização da oficina que resultou na cenografia do Natal da Transformação foram recolhidas pelos alunos da rede municipal de Canoas, agregando também a perspectiva de educação ambiental a essa proposta. Para o titular da Secretaria Municipal de Educação, Paulo Ritter, a campanha tem um sentido profundo para a cidade, que se traduz em valores. "É o sentido do trabalho produtivo; de geração de renda; valores de sustentabilidade para o nosso planeta", analisa. Também participa do Seminário na tarde de hoje o engenheiro e ambientalista espanhol Vicente Jurado, que organiza uma articulação de produtores de sementes, combinado com uma campanha pelo software livre.
Ronaldo M. Botelho