Teve início nessa quinta-feira, 17, a grafitagem nos muros do Restaurante Popular e do Posto da Brigada, no bairro Guajuriras, em Canoas. Quem esta coordenando as artes é o grafiteiro Valter Cardoso, de São Leopoldo, artista que ficou cadeirante em virtude da violência, e que hoje luta contra o vandalismo aproximando a juventude do movimento do Hip Hop. Para ele, os adolescentes participantes desse movimento são descritos como protagonistas de seu próprio processo educativo, no qual deixam de ser meros atores e agentes de um modelo social e se tornam "autores de si próprios".
Valter explica que no Hip Hop, os jovens resgatam a educação como uma formação de autores-cidadãos. Portanto, a visibilidade de outros modos de ser adolescente, que estão presentes no contexto de educação não formal e informal das culturas juvenis, pode contribuir para uma compreensão da adolescência urbana que reconhece o adolescente como um sujeito capaz de formular questões relevantes e ações significativas no campo social.
No Brasil do final dos anos 80, o movimento Hip Hop, especialmente o ritmo musical Rap, tornou-se para os jovens da periferias urbanas um meio fecundo para mobilização e conscientização.
O projeto "Grafitando" da Coordenadoria da Juventude, esta integrado ao programa "Ponto de Leitura, Segurança com Cultura", articulado pela Secretaria Municipal de Segurança Pública através do projeto Território de Paz do PRONASCI (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania), em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura através do projeto Mais Cultura.
Conforme o responsável pela formação da Guarda, Paulo Ricardo Gonzaga, essa é uma iniciativa inédita no Rio Grande do Sul. "Isso vai quebrar aquele paradigma de uma polícia repressora, mostrando uma guarda muito mais próxima da comunidade, afim de combater a juventude no crime", afirmou.
PEDRO FOSS