Mais um encontro entre integrantes do Projeto Frentes de Trabalho, ocorreu na tarde dessa terça-feira, 19. Cerca de 15 mulheres se reuniram no CRAS sudoeste, para uma discussão reflexiva sobre os objetivos do Centro de Referencia em Assistência Social. Mais de 80 famílias já estão sendo acompanhadas, desde 15 de dezembro de 2009.
De acordo com o Gerente de Projetos da Secretaria de Desenvolvimento Social, Mário Vieira, o Projeto Frentes de Trabalho não é uma prestação de serviço, mas sim um programa social, que torna o espaço público melhor e mais bonito. "É uma alternativa importante para contribuir com o desenvolvimento social", pondera. Também tem a proposta objetiva e emergencial de intervenção na situação de falta de alimentação e de vulnerabilidade, inicio de enfrentamento a situação de exclusão, desenvolver um processo educativo que vise reorganização pessoal e familiar, além de orientação, participação da comunidade e encaminhamento para outros serviços.
Mais de 1.000 municípios brasileiros realizam ou realizaram frentes de trabalho nos últimos 10 anos. Aproximadamente 350 municípios possuem leis que regulamentam as frentes de trabalho e prevêem bolso auxilio mensal em dinheiro, cesta básica, seguro de vida, equipamento de proteção individual.
Para a participante do projeto, Jaqueline Pereira dos Santos, 41 anos, toda a ação vem ao encontro de caminhos para que os mais necessitados passem a se organizar em frentes de trabalho, restaurando móveis, participando de obras culturais, de saneamento básico, criando ajardinamento em torno à cidade. "É um grande incentivo. Tudo que estão nos ensinando são coisas úteis que já estão dando bons resultados", pondera.
De acordo com o assessor especial da Subprefeitura Sudeste, Luciano Coronal Pinto, a organização deve basear-se nas experiências de desenvolvimento integrado descentralizado, pois as frentes de trabalho funcionam através de organizações capilares diretamente vinculadas às necessidades concretas e diferenciadas das cidades. "Tudo gira em torno de pessoas em situação de vulnerabilidade social, que merecem a oportunidade de se ocupar com algo", pondera. Segundo ele, isso é muito bom para a auto-estima de pessoas que muitas vezes não tem acesso a informação e, com o projeto, passam a ser multiplicadores.
Pedro Foss