O prefeito de Canoas, Jairo Jorge, anunciou nesta quarta, 20, na primeira reunião do ano do ano do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), a solução encontrada pela prefeitura para administrar o Hospital de Pronto Socorro do município. O prefeito Jairo Jorge e a vice-prefeita e secretária de Saúde, Beth Colombo, divulgaram a criação de uma Fundação Pública de Direito Privado, considerada ideal para gerir o hospital. Beth Colombo fez questão de esclarecer que a definição teve base em estudos técnicos, jurídicos e em modelo semelhantes ao proposto no estado de Sergipe.
As discussões sobre o assunto vêm ocorrendo desde abril do último ano, quando Canoas sediou seminário para debater qual seria o sistema ideal de gestão da instituição, respeitando seu histórico de excelência e tornando-a efetivamente uma entidade de caráter totalmente público. "O HPS é uma instituição que tem a casca pública e o miolo privado", ressaltou o prefeito. Ele fez tal afirmação após Beth Colombo detalhar aos presentes como funciona internamente o Pronto Socorro. Entre cooperativas, empresas privadas e contratos emergenciais, nove prestadoras de serviços terceirizadas atuam no hospital. "Dos 650 servidores, apenas 132 são funcionários públicos", declarou.
A secretária também salientou que, mesmo tendo reduzido o custo anual da casa de saúde em 2009, em cerca de R$ 10 milhões, o município ainda precisa baixar significativamente o gasto com a instituição. "O HPS gasta uma média de R$ 2,6 milhões ao mês e o SUS nos repassa apenas R$ 500 mil, o que significa que o restante desse valor fica a cargo da gestão plena da saúde municipal", frisou.
Jairo Jorge explicou os passos que serão dados pelo município até que a Fundação Municipal de Saúde de Canoas assuma a responsabilidade do hospital. "Após a análise dos conselheiros e suas sugestões, o que está acontecendo hoje, levaremos a proposta para a aprovação da Câmara de Vereadores. Queremos agilidade nesse processo, o ideal é aprovar dentro de um mês", esclareceu.
Como se dará a transição - Primeiramente a fundação irá gerir os serviços de atenção básica e urgência (Programa Saúde da Família, SAMU, Unidades de Pronto Atendimento e Centro de Especialidades) e à medida que for se afirmando nessas áreas irá progressivamente assumir a gestão completa do hospital. O prazo do processo é estimado em dois anos. Nesse período a Prefeitura de Canoas irá fazer uma parceria provisória com uma instituição de saúde filantrópica ainda não definida para que a mesma assuma transitoriamente a gestão operacional do Hospital de Pronto Socorro. De acordo com o prefeito esse gesto garantirá uma transição tranquila, a continuidade dos serviços e a permanência dos servidores.