A Caravana da Dignidade, composta por integrantes da Vigilância em Saúde, da Secretaria de Desenvolvimento Social, do Conselho Municipal do Idoso e da Coordenadoria de Inclusão e Acessibilidade, esteve hoje em mais uma ronda pela cidade visitando dois lares de idosos que já haviam sido notificados em março do ano passado para realizarem melhorias nestes locais. No primeiro lar visitado, no bairro Niterói, a equipe encontrou melhorias mas também uma série de itens que não foram alterados e que estão em desacordo com as normas da Vigilância. De acordo com o médico e fiscal do departamento, Paulo Zubaran, a falta de higiene chamou a atenção do grupo. "Havia moscas por todos os lados, por causa de um problema na rede de esgoto. Além disso, há um poço artesiano, o que é proibido neste tipo de estabelecimento". Os proprietários foram notificados ainda a pintar barras de ferro - para apoio - nos cômodos, organizar medicamentos nos armários e limpar utensílios na cozinha.
Já no segundo lar a situação esteve mais amena. Os responsáveis pela clínica geriátrica, que interna 32 idosos, realizaram uma série de modificações no interior da residência. A lavanderia foi separada da casa, evitando o barulho das máquinas de lavar e secar que incomodavam os internos. Além disso, camas com altura mínima de 80cm do chão deixaram a equipe satisfeita. Apesar das modificações, os proprietários foram chamados à atenção em um aspecto: na geladeira, estavam alimentos e medicamentos, como insulina, o que é proibido. A funcionária foi orientada a providenciar outra geladeira ou um frigobar, o que é mais indicado. De uma forma geral, o gestor da unidade de Vigilância Sanitária, Júlio César dos Santos, afirma que a caravana tem proporcionado bons resultados. "Os responsáveis para estes locais estão conscientes de que o trabalho é contínuo e será rigoroso em caso de descumprimento das normas. O principal objetivo é fazer com que estes idosos vivam com dignidade que merecem". As visitas continuam até novembro, quando será apresentado um diagnóstico completo à sociedade, depois de um ano do prazo para as melhorias.
Cris Weber