"Uma mulher é a história do pequeno, do trivial, do cotidiano, da somatória dos silêncios. É sempre a história de muitos homens. Uma mulher é a história do seu povo e de sua raça", é assim que a chilena Manuela Serrano, descreve a mulher. E é seguindo essa premissa que esta ocorrendo, desde o dia 23, até o dia 25 de janeiro, no Parque Esportivo Eduardo Gomes em Canoas, o 23º Encontro da Rede Mística Feminina do Meio Popular, que este ano debate o tema "reconciliação do feminino e masculino na cultura de paz".
São mulheres e homens, de diferentes movimentos, que discutem temas místicos, energias e equilíbrio para uma cultura de paz, através de muita música, chimarrão, e palestras. Conforme a coordenadora do evento, Maria Cenilda, esse é um encontro que ocorre anualmente em todo o estado, e que hoje tem o apoio da prefeitura de Canoas. "Temos o objetivo de desenvolver o conhecimento do masculino e do feminino, como os dois princípios estruturadores da vida a do dinamismo de toda a criação", pondera. Segundo ela, foi feito um desafio em iniciar uma verdadeira alfabetização do princípio feminino e masculino, na busca da plenitude, unidade humana e cósmica perdida nestes dez mil anos de trajetória da civilização ocidental.
O Prefeito Jairo Jorge, acompanhado da primeira-dama Thaís Penna, prestigiou o encontro na manhã desse domingo, 24. Jairo fez questão de frisar aos presentes que as dificuldades são importantes para fortalecer o crescimento. "Todos temos uma caminhada de transformação a percorrer, afinal cada um tem sua missão na terra", afirmou. Já a coordenadora da Coordenadoria da Mulher no município, Maria Aparecida Flores, disse que o primeiro encontro ocorreu em Canoas, há 23 anos atrás. "Fui um tempo de luta pelo direito das mulheres e da natureza. Nesse meio tempo, muitos se foram, mas nós estamos aqui, vivos, com a mesma esperança de 23 anos atrás, em construir muito mais", ressaltou.
Ao longo da história de Canoas, as mulheres vêm trabalhando e lutando, lado a lado com os homens, para construir um lugar digno para viver. Por isso, há algumas décadas, elas passaram a se organizar em suas comunidades, associações e grupos na perspectiva de conquistar direitos específicos que garantissem a superação das desigualdades e melhorassem as condições de vida.
Pedro Foss