A primeira Conferência Nacional de Comunicação, encerrada no final de 2009, teve o balanço divulgado na manhã desta terça-feira, 26, abrindo os debates do Fórum Social Mundial na Universidade LaSalle, Centro de Canoas. Participaram do evento diversos especialistas no assunto, como Celso Schröder, coordenador do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação. Ele avalia como bastante positivo o evento, que terá uma segunda edição em 2010. "Quando a conferência foi pensada, teria que quebrar um paradigma de silêncio entre as emissoras nacionais, abrindo a discussão sobre o sistema de comunicação no país". Celso acrescenta que a implementação de políticas públicas foi fundamental para enfrentar forças contrárias à realização da conferência. "Passamos um ano inteiro mostrando ao governo federal que o evento era de extrema importância, para que não ocorresse a instalação de processo autoritário no país".
Carolina Ribeiro, da Organização do Coletivo Intervozes, analisa como positiva a mobilização que ocorreu em torno do evento, principalmente da sociedade civil. "Foram cerca de 30 mil pessoas atingidas diretamente, o que nos deixou bastante satisfeitos". Já o representante da Secretaria Nacional da Presidência da República, Gerson Almeida, afirma que a conferência deixou uma importante lição: a necessidade de ampliar a participação da sociedade civil em diversos assuntos. "Nos últimos anos, dezenas de conselhos e eventos como este foram criados, dando espaço à participação. Vários temas sensíveis e importantes à sociedade foram recentemente abordados nestas conferências e isso assegura que este processo seja o mais inclusivo no país". O coordenador geral de TV do Ministério da Cultura, Octávio Pieranti, afirmou que a Confecom foi um marco no país. "A partir deste momento, há muitos desafios para a administração federal, refletindo os anseios dos mais diversos grupos, já que não foram somente especialistas no assunto que participaram". Integraram a mesa ainda Marcelo Bechara, do Ministério das Comunicações e Rosane Bertotti (Central Única dos Trabalhadores).
Cris Weber