Defesa aos aposentados, Debate sobre Mulheres e Feira Mundial de Economia Solidária foram as atrações do inicio do Fórum Social no Parque Eduardo Gomes em Canoas na manhã dessa terça-feira 26.
Conhecido por sua luta em causas sociais o Senador Paulo Paim coordenaou o debate que teve como eixo o fim do fator previdenciário e a garantia de reajuste das aposentadorias conforme o salário mínimo. "Foi muito bom, todos com firmeza entendem que deve haver mudanças, o trabalhor de hoje percebe que é o aposentado de amanhã" argumenta. Após o encontro que também recebeu o Presidente da federação dos
Aposentados do Rio Grande do Sul Osvaldo Fnerharmel e o Presidente da Confederação dos aposentados do Brasil Varlei Gonçalves, o senador marcou uma sessão de homenagem aos aposentados para o dia 9 de fevereiro no senado em Brasília em que já há a confirmação da presença de 2 mil idosos. Paim tenciona a aprovação do estatuto previdenciário.
Gênero, Participação e Poder das mulheres foi debatido no galpão 24, pela Associação de Mulheres Multiplicar de Canoas com a participação e troca de idéias de mulheres de diversas regiões do Brasil e de países como Argentina e Uruguai. A ministrante da palestra foi Maria Eunice Wolf que é sócia fundadora da associação.
Sobre mesas improvisadas ao ar livre está acontecendo uma campanha de recolhimento de assinaturas promovida pela Juventude Operária Católica Brasileira (Joc) e Centro de Ação Comunitária (Cedac) que tem a intenção de conseguir pelo menos 10 mil assinaturas durante o Forum Social Mundial. A mobilização é em prol dos direitos das mulheres no trabalho, para que sejam respeitados. As assinaturas estão sendo colhidas em 9 países ( Republica Dominicana, Haiti, México, Guatemala, Perú, Equador, Venezuela, Bolívia e Brasil) e tem como meta arrecadar 1 milhão de apoios para garantir convênios internacionais para as mulheres trabalhadoras como igualdade de oportunidades, remuneração, proteção maternidade entre outros. As assinaturas serão encaminhadas para a organização Internacional do Trabalho OIT e para o Governo Federal brasileiro.
A Feira Mundial de Economia Solidária abriu as 10h da manhã com a participação de mais de 300 empreendimentos que vieram de todas as regiões do Brasil, cidades dos interior gaúcho e de países como Peru, Chile, Uruguai, Argentina, Equador, Nova Guiné e Bolívia. Cerca 1000 partcipantes estão mostrando seus trabalhos de artesanato confecção, agricultura familiar com a intenção de comercializá-los, além de trocar experiência sobre a economia solidária e participar da programação do Fórum.
Taís Dal Ri