Pelo menos 7 locais em Canoas hospedam durante essa semana de Forum Social Mundial 700 participantes do evento. "Sem contar as pessoas que estão hospedadas nas casas dos canoenes que solidariamente abrigaram os visitantes em suas residencias" diz a Diretora de economia Solidária Adriana Pereira que orgaizou a hospedagem na cidade. Estão em Canoas participante que vieram de todas as regiões do país e de países da América Latina e da Europa.
Dezenas de barracas estão espalhadas pelo pátio da Escola Municipal ícaro. As salas de aulas se transformaram em quartos comunitários. Os colchões foram acomodados lado a lado no chão e uma cozinha comunitária permite que as 200 pessoas que estão nesse alojamento possam fazer sua própria comida. "Aqui eles não pagam nada para ficar, é solidário mesmo" conta a diretora da escola Andréa Ferreira que está adorando o agito da hospedagem solidária. "A gente pensa que por ser muita gente de cultura diferente pode dar alguma confusão, que nada, é tudo muito tranqüilo, o pessoal se respeita mesmo, ninguém mexe na comida de ninguém" revela sorridente.
Quem não acordou muito feliz essa manhã foi Daladie Pereira de Caxias do Sul, a chuva da madrugada invadiu sua barraca e molhou todos os pertences. " Não faz mal, hoje o sol seca" conta o militante já se arrumando para particpar da programação do Forum no Parque Eduardo Gomes.
Desde uma menina argentina de 2 anos a dona Denir Soares de 75 anos o mesmo espaço é dividido harmoniosamente. Dormir mal acomodada não é problema para a senhora repleta de vitalidade que veio de Rio Grande, zona sul do estado gaúcho, para expor seus produtos na Feira de Economia Solidária. "Se passa trabalho mas a gente faz muita amizade, encontramos amigos, é ótimo!" exclama Denir.
No sindicato dos metalúrgicos no centro de Canoas o ginásio também está lotado. Cerca de 200 pessoas obedecem regras para que um dos objetivos do Fórum que é a socialização entre os diferentes seja mantido . Após a meia-noite só entra com crachá de identificação, não pode acender a luz e nem fazer barulho. O café é servido entre 7h e 8h da manhã. A assistente social do Rio de Janeiro Eliane Lima relata que essa experiência de viver em comunidade é um grande aprendizado "trocamos idéias, relatamos sobre nosso trabalho e após todos voltam para suas cidades com muita coisa a acrescentar em suas comunidades" reflete.
Taís Dal Ri