Temas como: literatura e cidadania e incentivos institucionais ao ativismo literário foram abordados nesta quarta, 27, no Seminário de Literoativismo, atividade integrante do Fórum Social Mundial 10 Anos, em Canoas. Com as presenças do diretor de Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura (Minc), Fabiano dos Santos, e do secretário executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura, também do Minc, José Castilho Neto, o prefeito de Canoas, Jairo Jorge, inaugurou o novo auditório de eventos da Prefeitura Municipal. "Fico muito honrado de abrir este espaço com uma atividade como essa", disse Jairo Jorge.
De acordo com o prefeito, há 10 anos, quando ocorreu a primeira edição do FSM, os idealizadores e participantes eram sonhadores que se uniram em torno de uma utopia, mas que, segundo ele, tiveram a coragem de fazer o enfrentamento a um 'gigante' só através de palavras. "Com as palavras é possível vencer os adversários imbatíveis. Tudo isso que representa o fórum é norteado pelos livros, que é o que nos possibilita pensar e romper fronteiras", ponderou.
Castilho Neto afirmou considerar que diálogos como esse são muito úteis para que o ministério possa entender melhor as realidades das cidades. "Devemos nos voltar cada vez mais para as cidades, fortalecer as culturas locais, dessa forma a construção de um Brasil leitor será possível", ressaltou. Já Fabiano dos Santos enfatizou que um novo mundo só é possível se for pelos caminhos do Livro e da Leitura, pelos acessos e formações. Para o secretário de Cultura de Canoas, Jéferson Assumção, as ações culturais são importantes para o desenvolvimento da sociedade. "Nós, agentes do livro, da literatura e da leitura, estamos vivendo nesse Fórum Social Mundial um momento muito especial, pois é um momento de intercâmbios, articulações e alternativas", ressaltou.