O urbanista e economista francês Gustave Massiah foi um dos painelistas nesta tarde durante a conferência "Crise de transição, crise de civilização", mediada pelo jornalista e secretário de Comunicação de Canoas, Marcos Martinelli. O evento integra o Seminário Internacional para Metrópoles Solidárias, que ocorre deste esta terça-feira no Centro Universitário LaSalle. Massiah usou seu espaço para falar sobre as questões políticas que envolvem um tema bastante discutido neste fórum: a desigualdade social. E ele usou o próprio evento para exemplificar os métodos de discussões como bastante eficientes nos dias de hoje. "Se estamos em um fórum, significa que vivemos uma ação dos movimentos sociais e dos cidadãos. Estas resistências permitem identificar as ações e as propostas para acabar com a falta de igualdade".
Para ele, indiferentemente do credo ou da classe social, todos os cidadãos têm algo a dizer sobre esta desigualdade. "Contamos com as mulheres, os jovens, os indígenas, os camponeses, enfim, com todos os que têm interesses pelos direitos humanos, para dar voz a cada um que possa contribuir com esta causa". Gustave acredita que a crise está sempre presente, porém com mais força em alguns momentos. Ele analisa que esta força, em maior grau, surge quando as pessoas se preocupam demais com o povoamento desenfreado e deixam de lado as questões sociais desta população. "Acho pior as desigualdades entre este povoamentos. O mundo que deve ser construído leva em consideração o respeito às migrações e pensa em como desenvolvê-las". Além disso, o urbanista sugere que todos devem pensar em uma renda mínima em rede mundial. "Não significa que seja o valor nominal, mas ninguém pode ter uma renda inferior aos patamares de pobreza".
Cris Weber