Em sua passagem pelo Fórum Social Mundial, o Ministro da Justiça Tarso Genro abordou um assunto que tem tido bastante destaque nesta edição do Fórum: o orçamento participativo. Ele relembrou a época como vice-prefeito de Porto Alegre e analisa, anos depois, a pressão que o governo sofreu quando o OP foi implantado. "O que diziam é que estávamos tirando a força da Câmara de Vereadores, uma afirmação infundada. O intuito foi alavancar a participação popular, o que teve muita repercussão no início do processo".
Tarso avalia ainda que com a pressão política, o OP perdeu força com o passar dos anos. "Foi ficando mais burocrático e mais formal. Isso provocou o esvaziamento do processo político e acabamos não conseguindo provocar novamente o encanto na população". Tarso mencionou ainda que o processo do Orçamento, hoje difundido em todo o mundo, tem retomado sua força e se reflete em outros espaços de democracia. "Somente em Porto Alegre, temos o Brique da Redenção e a Usina do Gasômetro. Estes espaços são símbolos democráticos".
Durante a participação do Ministro, o secretário de Relações Institucionais canoense, Mário Cardoso, abordou a sistemática de democracia que é aplicada no município, falando sobre as atividades que são realizadas além do OP. "Temos as plenárias de serviços, os espaços de audiências públicas do prefeito e dos secretários, o prefeitura na rua todos os sábados e outras ações, que marcam esta administração com a participação popular", ressaltou.
Cris Weber