A primeira mesa proposta pelo Seminário Internacional de Metrópoles Solidárias nesta quarta-feira, 28, teve o tema "Cidades Criativas e democráticas de periferia" como foco das discussões. Estudiosos dividiram a mesa para abordar os espaços de democracia e reconhecimento das populações periféricas. Lúcia Hornes, do Observatório de Cooperação Descentralizada da União Européia - América Latina, explicou a análise da instituição sobre as cidades da América Latina e afirma que muitos municípios da região têm criados políticas públicas para diminuir as desigualdades. "Estou feliz por ter passado por aqui e visto cartazes onde as reivindicações culturais e sociais como um todo gritavam por uma realidade melhor. Mas como em tudo que precisa ser resolvido, é preciso mais que boa vontade", analisa.
Já Marília Aparecida Campos, prefeita pelo segundo mandato de Contagem (MG), cidade com 630 mil habitantes, abordou a democracia e os processos dentro do Orçamento Participativo, por exemplo. Ela lembra que a constituição de 1988 prevê que as responsabilidades de investimento foram divididas nas esferas municipal, estadual e federal, porém sem recursos para os municípios. "Quando assumi a administração, havia uma relação de \'clientela\' entre a população e a administração, sem uma proximidade". Para tanto, a prefeita colocou objetivos como prioritários, radicalizando a participação popular. "A comunidade tinha que ter o direito de participar e auxiliar nas decisões da administração. Depois disso, a relação entre a prefeitura e a comunidade melhorou muito", analisa.
Cris Weber