Dentro da programação do 1º Seminário Cantando as diferenças no Fórum Social Mundial, uma atividade lotou o galpão da Diversidade Cultural no Parque Eduardo Gomes. 100 anos da Revolta da Chibata - João Cândido, o Almirante Negro contou com a participação de profundos conhecedores da história afro-brasileira. Entre eles, Arilson dos Santos Gomes, historiador do Memorial do Rio Grande do Sul, Roberto Santos, coordenador do curso de História da Ulbra, Lucia Regina Brito Pereira, Professora Doutora da Organização das Mulheres Negras do RS, e Paulo Ricardo Morais, jornalista, poeta e escritor.
A condição do negro no período pós-abolição e a opressão com a religião afro-brasileira foram assuntos abordados na ocasião, além da importância da Revolta da Chibata. Organizada por marinheiros em 1910, no Rio de Janeiro, quando a aplicação de castigos físicos semelhantes aos praticados na época da escravidão era prática comum, a Revolta foi encabeçada por João Cândido, que acabou virando um símbolo da luta negra. Segundo Arilson, foi um movimento de luta pela cidadania. "Precisamos continuar na batalha, ainda existem muitos escravocratas vivos por aí", finalizou o historiador.
Amanda Zulke