No último dia do Seminário Internacional de Metrópoles Solidárias, que durante três dias levou mais de 1.200 participantes do Fórum Social Mundial ao LaSalle, estudiosos de três países - Espanha, França e Brasil - discutiram as condições das cidades periféricas e as políticas de inclusão que podem mudar a realidade destes locais. Uma das participantes foi a vice-prefeita de Getafe (Espanha), Sara Hernandez. Ela citou o município como um dos primeiros da Espanha a implantar o orçamento participativo, que acabou se tornando referência para outros locais do país. "É um espaço onde podemos olhar uns para os outros. Assim, alcançamos a identificação das nossas competências e as demandas realmente válidas para a cidadania".
Para ela, a recente crise global provoca ataques governamentais em um mundo cada vez mais globalizado. "Todos sofremos os riscos de uma \'fratura\' social. Não se trata apenas de uma crise econômica, se trata de como ela surgiu e como será definitivamente solucionada por governos locais". A saída, de acordo com Sara, é analisar a fundo o que tornaria uma cidade mais cidadã. "Quem mora na periferia vive os dramas com mais intensidade. Por isso, estas pessoas devem ter acesso a centros de saúde, escolas, creches, enfim, tudo o que usufrui aquele que mora no Centro", exemplifica.
Cris Weber