"De uma cidade, não aproveitamos as suas 7 ou 77 maravilhas, mas a resposta que dá às nossas perguntas." A frase da obra "As Cidades Invisíveis" de Ítalo Calvino, foi usada pelo prefeito de Canoas, Jairo Jorge, para abrir e encerrar o Seminário Internacional de Metrópoles Solidárias, que durante três dias levou mais de 1.200 pessoas ao Centro Universitário LaSalle. Jairo agradeceu a participação do público que dividiu sua atenção entre o salão de Atos da instituição e o Parque Eduardo Gomes, quando relatos de representantes de diversos países enriqueceram o Fórum Social Mundial no município.
Em sua fala, o prefeito falou sobre os desafios da sociedade atual, como a banalização da vida e o conceito de individualidade que infelizmente está disseminado. "É preciso que estejamos atentos às políticas permanentes de humanização, mostrando que a preocupação exacerbada sobre o enriquecimento só gera problemas graves como a crise que atingiu o mundo em 2008 e 2009", exemplificou. Além disso, Jairo abordou o ceticismo da população em geral no que diz respeito à política. "Há um desencanto generalizado, uma descrença muito grande. Precisamos resgatar a política com as comunidades, promovendo o conhecimento e a liberdade". As questões ambientais e democráticas também foram levantadas pelo prefeito, como palavras-chave de uma cidade que quer se desenvolver. "Não podemos aceitar que uma cidade periférica não tenha voz. Nossos problemas são os mesmos de municípios vizinhos na Grande Porto Alegre e temos força se nos unirmos", ressaltou.
Cris Weber