Os músicos e bandas que estão na ativa sabem bem das dificuldades de conseguir um lugar ao sol. Além da concorrência, a grande indústria musical, formada pelas gravadoras, acaba privilegiando alguns e excluindo outros. Como forma de debate e espaço para esses grupos, o Rock Social Mundial foi criado nesta edição do FSM e reuniu músicos de diferentes estilos nestes cinco dias de evento.
A programação reuniu oficinas, palestras, exibição de curtas e shows. Entre as aprendizagens oportunizadas pelas atividades, destaque para a oficina de fanzine, áudio de vídeo e produção de curtas, que tiveram bastante participação do público.
Na terça-feira, 26, o palco do Rock Social Mundial deu voz aos artistas locais de hip-hop; na quarta-feira, 27, foi a vez das bandas de rock e, na quinta-feira, 28, o hardcore deu show com bandas representantes do ritmo. Nesta sexta-feira, acontece um encontro com grupos e músicos independentes da região, a partir das 16h.
Segundo Gabriela Souza Delgado, uma das integrantes do coletivo B.I.L (Bandas Independentes Locais), que organizou o evento, foi bacana participar do Fórum Social Mundial e ajudar a organizar as atividades. O coletivo de Canoas foi criado em 2005 para abrir espaço para as bandas independentes e hoje se transformou em associação, sem fins lucrativos. "Fazemos por amor à música", diz Gabriela. Para tocar no B.I.L, basta aparecer nas reuniões realizadas, que são divulgadas na internet.
Amanda Zulke