O químico canoense Maico do Canto, 23 anos, é um jovem com uma dose extra de disposição para a solidariedade. Na manhã desta quarta-feira, 10, ele dispôs apenas 10 minutos de sua agenda para cumprir uma nobre missão: doar sangue. Foram menos de 500ml, mas suficientes para fazer a diferença no estoque do Banco de Sangue, já baixo e com tendência a ficar menor no período do Carnaval. Desta vez, porém, esta tendência deve ser diferente. Somente até às 10h30, uma hora e meia após o início da campanha, mais de 20 pessoas passaram pelas poltronas do ambulatório. E numa delas, Maico procurou disfarçar o nervosismo de ter uma agulha no braço. O medo, quase insignificante, foi bem menor do que a vontade de ajudar. E o motivo também era especial. "Minha avó vai fazer uma cirurgia hoje à tarde, então estou doando por ela e por outras pessoas que precisem".
Algumas poltronas depois, os colegas Adriana Silveira, 28 e Luiz Alberto Silveira, 33, também tinham um nobre motivo para doar: a mãe de outra colega fará um transplante de rins, mais um incentivo à doação. No entanto, ambos são doadores há muito tempo e sempre que podem participam de campanhas. "Pelo menos duas vezes por ano vou ao Hemocentro. Já passei por casos na família onde os parentes precisavam de transfusão, mas não havia sangue compatível", afirma Adriana. Ela e os demais passaram por uma entrevista antes do procedimento, com um dos coordenadores da comissão do sangue da casa de saúde, Leandro Reppold. De acordo com ele, o objetivo é analisar os hábitos de vida do interessado na doação, garantindo a saúde do doador e o sangue para quem irá recebê-lo. "São questões simples que nos ajudam a fazer uma triagem, para a segurança de todos. Também é um processo rápido e eficiente".
A coordenadora do Banco e hematologista Márcia Gomes está muito empolgada e feliz com a adesão à campanha. Tanto que garante: "Nunca soube de tamanha movimentação. Está emocionante, estas pessoas são muito solidárias. Com absoluta certeza vamos superar a expectativa inicial de 100 doadores". E ainda há tempo para a doação. Até às 16h, basta ir com um documento com foto até o ambulatório do Hospital, na recepção principal. O HPSC fica na Rua Caçapava, 100, bairro Mathias Velho.
Cris Weber