O calor intenso que atinge o Estado nas últimas semanas é um atrativo a mais para o mosquito da dengue. Por isso, o canoense deve dar atenção redobrada a potes de água dos animais, cachepôs de plantas, garrafas abertas no pátio e pneus nos fundos de casa. Isso porque estes locais são propícios à proliferação do mosquito, que aproveita a distração das pessoas para depositar seus ovos e provocar surtos de dengue. Nesta segunda-feira, 22, a diretoria de Vigilância em Saúde de Canoas divulgou que foram identificados dois focos do mosquito em armadilhas distintas: uma no bairro Mato Grande e outra no Centro. Nesta semana, o trabalho é focado em fazer uma análise em um raio de 300 metros dos locais. De acordo com a bióloga Patrícia Valentim, o trabalho é bastante minucioso. "Isso evita que novos focos surjam e possamos isolar o mosquito".
Para tanto, a comunidade deve contribuir com este trabalho. Poucas pessoas sabem, por exemplo, que a fêmea do Aedes Aegypti prefere sempre água limpa e dificilmente coloca seus ovos em valas. Há locais, ainda, pouco suspeitos e muito utilizados pela espécie: tampinhas plásticas de garrafa - onde os ovos são colocados nos pequenos vãos da tampa de rosca - e até mesmo as bromélias, plantas que acumulam água no fundo e podem ali receber o mosquito. A fêmea ainda utiliza da estratégia de depositar os ovos em diversos locais. Assim, se um for descoberto, ela garante a proliferação. Por isso, todo cuidado é pouco para evitar a dengue, que por enquanto não está detectada na cidade.
Cris Weber