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A qualidade da água e da distribuição de recursos hídricos estiveram em debate na Mesa 2 - Sustentabilidade e Água, do III FALP, na tarde desta quarta-feira, 12, que reuniu representantes do Senegal, França, Argentina, Nova Zelândia, França e Brasil, deflagrando problemas comuns às cidades periféricas, que necessitam de ações pontuais para superá-los.
Os participantes do debate apontaram dados alarmantes. De acordo com o vice-prefeito do município senegalês de Keu Massar, Moussa Ndiaye, "60% da população que vive ao redor dos depósitos de lixo têm dificuldades de acesso à água tratada".
O vice-presidente do instituto Seine-Saint-Denis, da França, Jean François Baillon, afirmou que "na França, 70% das indústrias descartam resíduos nos rios". Sobre o Brasil, o representante do Programa Cidades Sustentáveis, Maurício Broinizi, também deu um panorama. "O País tem índice de 60% de perda de água tratada, além de representar o desperdício de um recurso natural, são recursos financeiros jogados pelo ralo", diz.
Os componentes da mesa compartilharam projetos que vêm sendo desenvolvidos em suas localidades. Em Paris, existe um movimento que busca transferir a gestão da água de empresas privadas para o poder público. "A água é um direito de todos, não deve ser submetida às regras do mercado", diz Baillon.
O representante de Rosário, na Argentina, Sergio Barrios, contou que, em 2012, a cidade sediou a primeira edição do Fórum de Sustentabilidade, em que foi criado o projeto Rede de Casas Verdes. A ideia é engajar a população em iniciativas como a diminuição do consumo de água e energia, separação correta do lixo, criação de compostagem e mobilidade inteligente. "No ano passado implantamos a ideia no município, agora queremos inseri-lo em outras regiões, pois acreditamos que o trabalho conjunto é o melhor caminho para a sustentabilidade", concluiu Barrios.
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