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As características, consequências e tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) foram abordados pela psicóloga e mestre em Psiquiatria Cristiane Flores Bortoncello, em palestra realizada na noite desta segunda-feira, 26, no auditório Sady Schiwitz da Prefeitura. A atividade integra a programação da 16ª Semana Municipal da Pessoa com Deficiência.
Cristiane explicou que, na década de 30 classificava os pacientes diagnosticados com TPB "entre a neurose e a psicose". Já na década de 70, ocorreu a primeira definição operacional, de que a essência do transtorno é a instabilidade. Conforme a profissional, a pessoa com TPB tem dificuldade em crescer emocionalmente, age de forma instintiva, abusa ou tem dependência de substâncias químicas, apresenta transtorno bipolar e de controle de impulsos.
Características
As características predominantes de um portador de TPB são a instabilidade nos relacionamentos, afetos, na autoimagem e no comportamento. Tem, ainda, medo constante de ser abandonado, ações impulsivas, comportamento suicida e pratica a automutilação. Cristiane relatou que essas pessoas são muito sensíveis às circunstâncias ambientais, têm padrões de relacionamento instáveis e intensos, impulsividade e sentimentos crônicos de vazio.
Tratamento
A psicóloga expôs que o TPB atinge de 0,2% a 2,5% da população em geral, 76% são mulheres e 20 a 25% são de famílias estruturadas. Acrescentou que ao contrário do que acreditam muitos profissionais da saúde, essas pessoas podem ser ajudadas e o tratamento é realizado com medicação e psicoterapia.
Participaram da palestra a titular da Coordenadoria Municipal da Pessoa com Deficiência, Manoela Fortes; o presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Comdip), Valoir Mendes; o diretor de Educação Inclusiva da SME , Eri Domingos da Silva; o titular da Coordenadoria da Juventude, Herbert Poercsh, o DJ Cabeção, professores, integrantes da Acadef e da Adevic.
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