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O projeto RS 2030, que discute o futuro do Rio Grande do Sul para os próximos 15 anos, está no segundo ciclo. Nesta terça-feira (8), ocorreu uma das 16 reuniões desta etapa em que estão sendo recebidas contribuições de especialistas. O tema abordado foi a situação financeira do Estado.
Entre o grupo que contribuiu com ideias, estavam dois ex-secretários da Fazenda, Ario Zimmermann, do governo Germano Rigotto, Odir Tonollier, do governo Tarso Genro, além do atual diretor de orçamento da gestão Ivo Satori, Antonio Cargnin, e a secretária estadual do Meio Ambiente, Ana Pellini.
O encontro ocorreu na sede da Famurs em Porto Alegre. A pluralidade de pensamentos foi colocada de forma republicana, sem farpas e focada em soluções. "O Rio Grande já viveu muitas crises. Hoje, estamos diante de um grave momento e precisamos intensificar o diálogo. Ao buscarmos soluções possíveis, sem preconceito, vamos juntos construir novas façanhas, para que sejamos, de fato, modelo a toda a terra", avaliou o coordenador do RS 2030 e prefeito de Canoas Jairo Jorge.
Foi unânime a avaliação de que os gastos com a previdência, dívidas e pessoal são os vilões da estabilidade financeira. Na busca por um caminho, Ário Zimmeramm propôs que seja adotada uma reforma estrutural, semelhante a implementada na Alemanha, pós reunificação, a chamada Comissão Hartz . Odir Tonollier enfatizou que a redução de despesa, por si só, não conseguirá atender ao desafio e que só ocorrerá ajuste quando a receita crescer e "para isso é preciso estimular a indústria e as atividades de alto valor agregado". Ana Pellini disse que a maior dificuldade é a resistência interna para mudanças e reformas.
O RS 2030
O projeto, liderado pelo prefeito de Canoas Jairo Jorge, busca ideias para o futuro do Rio Grande do Sul. Iniciou-se em setembro e percorreu dez cidades gaúchas, onde foram ouvidos representantes de todas as regiões. "Buscamos contribuições para o crescimento do Estado. Não temos propostas prontas, estamos construindo juntos um mosaico de ideias, que represente a aspiração coletiva da sociedade gaúcha", ressalta.
O segundo ciclo são encontros temáticos para debater desenvolvimento, infraestrutura, cidadania e finanças públicas. Especialistas e pesquisadores apresentam alternativas para a superação de problemas estruturais.
Em abril do próximo ano, serão reunidas todas as contribuições em um livro, que apontará caminhos para o futuro.
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