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O direito ao ser criança, os efeitos que a negação disso pode implicar para a própria sociedade e a necessidade de fiscalizar e garantir essa proteção à infância foram o centro das intervenções no "Seminário de sensibilização para criação de rede de apoio à erradicação do trabalho infantil e proteção ao adolescente no Município de Canoas", realizado na tarde desta quarta-feira (16), no auditório o Auditório Sady Schwitz do Paço Municipal, com a participação de gestores diversas secretarias municipais com atuação relacionada ao tema.
"Não podemos antecipar uma fase na vida dessa criança, nós temos que garantir o direito de ser criança. Que ela tenha vínculos com a família e a escola, que tenha uma base estruturada. Porque, sem isso, perdemos uma fase importante para o desenvolvimento, e isso prejudica a próprio desenvolvimento da sociedade. Os agentes públicos têm que criar uma cultura de proteção", observa o secretário municipal de Saúde, Marcelo Bósio.
O seminário foi uma realização da Prefeitura de Canoas, por meio do Centro Regional de Referência em Saúde do Trabalhador - Canoas/Vale dos Sinos, vinculado à Secretaria Municipal de Saúde.
Compuseram na abertura do evento, além do secretário Bósio; a diretora de Assistência Social - DAS, da Secretaria de Trabalho e Assistência Social, Carla Saraiva, representando o secretário Miki Breier e a coordenadora do Centro de Referência Especializado de Assistência Social, Marta Boeck.
Abrangência
"Esse seminário nasce a partir de dez reuniões, que já realizamos, tratando esse tema. Agora, estamos chamando outras secretarias para a formação dessa rede, que é um projeto piloto, aqui, que é o Município sede do Cerest, organismo vinculado à Diretoria de Vigilância e Saúde da Secretaria Municipal de Saúde com sede em Canoas, e que será multiplicador para os outros 21 municípios de nossa área de abrangência", explica Marta.
Proteção
Durante as intervenções, foram apresentadas duas situações de óbito e de perda de um membro, ocorrida com crianças na Região. Em ambos casos, empregador e família desconheciam os perigos do trabalho precoce. "Quantos outros ocorrem que desconhecemos? E o peso emocional disso? O trabalho infantil adoece, mutila e mata ", observa Marta Boeck.
"Diferente do que sustenta o senso comum, o trabalho não é a única forma de tirar as crianças das drogas, do abuso sexual e de outras coisas ruins da nossa sociedade. A educação é uma delas", considera a diretora estadual de Assistência Social, Carla Saraiva.
Palestraram também no seminário, o Sociólogo e professor Ulbra, Ottmar Teske; a especialista no Direito da Criança e do Adolescente, Especialista no Direito da Criança e do Adolescente, Daniela Soares da Silva; a Médica do Cerest Canoas-Vale dos Sinos - Lisarb Kelbert, e a Assistente Social Andreia Simoni Gnoatto, da Coordenação Cerest Estadual, técnica referência para o Cerest Canoas e membro da Comissão Estadual do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Cepeti).
Durante o seminário, os participantes assistiram ao filme de animação VIDA MARIA, que conta a história de uma menina do interior do nordeste que teve a infância interrompida para ajudar a família a sobreviver, e isso influenciou no seu futuro.
Entre o público, o evento contou com a participação de especialistas, conselheiros tutelares, sindicalistas, gestores de Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas).
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