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A experiência bem-sucedida da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC) no Paraná foi tema do encontro realizado nesta quarta-feira (23) no Auditório Sady Schiwitz, com participação da juíza da Comarca de Barracão/PR, Branca Bernardi. Ela acompanha, desde 2012, a implantação de APACs naquele estado, um modelo inovador e humanizado de sistema prisional, que surgiu em 1972 em São Paulo e que, hoje, existe em 20 estados brasileiros, sendo 33 unidades em Minas Gerais.
A APAC é uma unidade prisional com detentos do regime fechado, semiaberto e aberto, que não possui agentes prisionais, nem armas, nem algemas.
De acordo com a juíza, o custo de um recuperando é de um salário mínimo ao mês, enquanto no sistema tradicional custa cerca de quatro salários. "Quando o preso não se adapta, ele é reenviado à penitenciária. O trabalho interno é feito por ex-membros da APAC, voluntários e os próprios presos", comentou.
O secretário municipal de Segurança Pública e Cidadania, Alberto Kopittke, lembra que Canoas terá a primeira unidade APAC do Rio Grande do Sul, construída em parceria pela Prefeitura, o Ministério Público, o Poder Judiciário, a Assembleia Legislativa e a Associação de Amigos da APAC. "O senso de responsabilidade e disciplina é o centro do método, que tem taxa de 91% de recuperação, enquanto no sistema prisional comum é de 14%", destaca Kopittke.
Participaram do encontro, o procurador de justiça Gilmar Bortolotto, o juiz Sidney Brzuska, que fiscaliza os presídios da Região Metropolitana, o deputado estadual Jefferson Fernandes e representantes, o vice-presidente daAPAC Canoas Ênio Andrade, o vereador Sidiclei Mancy.
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