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As trabalhadoras receberam instruções, de forma prática, para realização de atividades domésticas com eficiência e execução das tarefas diárias
Com a presença de amigos e familiares, foi realizada nesta sexta-feira (21), a formatura da 18ª turma no curso de Trabalhador Doméstico na Qualilar. O curso, iniciado no dia 16 de agosto, com duração de 100 horas/aula, capacitou 18 mulheres. As trabalhadoras receberam instruções, de forma prática, para realização de atividades domésticas com eficiência e execução das tarefas diárias de forma proativa, garantindo, desta forma, a qualidade dos serviços prestados. Algumas das formadas já atuam na área como trabalhadoras domésticas, outras buscam aperfeiçoamento nas técnicas ou uma nova profissão.
Neste grupo estão oito haitianas que também receberam seus diplomas nesta sexta-feira. Uma parceria com a Secretaria Municipal do Desenvolvimento Social, abriu as portas para que cidadãos haitianos possam ser encaminhados para a escola por meio dos Centros de Referência em Assistência Social (CRAS). A iniciativa é da Secretaria Municipal de Projetos Especiais, Captação e Inovação (SMPECI) em parceria com o Movimento Ação por Canoas (Maca).
A Qualilar tem como foco principal a valorização da profissional doméstica, por meio da realização de capacitações em diversas áreas da governança doméstica. Esta é a última turma a se formar nesta modalidade em 2016. Os cursos são gratuitos. As atividades são realizadas na sede da Qualilar, uma casa planejada com cômodos de uma residência padrão classe média alta, equipada para oferecer o ambiente propício de aprendizado, de acordo com as exigências do mercado.
Novas perspectivas profissionais
Felicidade e emoção, são as palavras utilizadas pela haitiana Marie Joane Grenade, 33 anos. Uma das oito vindas daquele país e que se formaram na escola, nesta sexta. Ela fixou residência em Canoas, junto com seu marido e suas duas filhas. A capacitação na Qualilar ampliou sua busca para a qualificação profissional. “Quero continuar aprendendo”, ressalta. No Haiti, Marie trabalhava como enfermeira, assim como sua colega Woslende Louis que cursava Medicina, Daphne Laveus, atuava na área da Informática. Profissões que desempenhavam no Haiti, mas que não puderam seguir adiante no Brasil. “Isto porque ainda enfrentam dificuldades para a validação dos seus diplomas universitários, com a Qualilar as perspectivas se ampliam numa nova profissão”, avalia a representante do Centro Batista de Acolhimento Social Rosa Elette Zils, uma das entidades parceiras na acolhida dos haitianos desde a chegada do grupo em Canoas, após o terremoto ocorrido em 2010, presente à cerimônia na Qualilar.
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