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Durante esta semana, 146 famílias de Canoas deram início a um capítulo importante da vida ao se mudarem para um condomínio popular no Macroquarteirão 4 (MQ4), no bairro Guajuviras. Contempladas pelo programa federal Minha Casa, Minha Vida, elas viviam, até essa terça (4) e quarta-feira (5), em condições precárias na recém-extinta Vila de Passagem, em áreas de risco - como pontos de alta tensão e beiras de valas -, ou em terrenos destinados a obras públicas, como o loteamento Sete de Setembro, por onde avança a construção do Parque Canoas de Inovação (PCI) e também o prolongamento da Avenida Boqueirão.
Quem acompanha o drama vivido por elas, que tiveram mudança adiada após invasão nas casas e sobrados com os quais foram beneficiadas, sabe que cada passo depois de assumirem as moradias representa uma conquista. "Essas pessoas quase perderam a esperança depois de 2 de janeiro, quando os imóveis foram ocupados irregularmente. O sonho da casa própria, tão esperado, parecia escapar de suas mãos. Agora, finalmente elas podem desfrutar daquilo que é seu por direito", diz o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Moacir Stello.
Paulo Ricardo Fagundes, que até então morava na Vila de Passagem, mudou-se para o residencial no Guajuviras com a esposa e o filho. "Nossa vida mudou da água para o vinho e estamos muito contentes porque estávamos esperando por isso há cinco anos", comemora. Segundo ele, a nova casa não lembra em nada o lugar de onde veio. "Lá era terrível: já caiu chuva de pedra, tinha rato, barata, faltava luz e água a toda hora, e levava pelo menos uma semana para resolver qualquer coisa", conta Paulo ao prefeito, Luiz Carlos Busato, que visitou o condomínio nesta quinta-feira (6).
Primeiros passos após a mudança
A partir das 8h30 desta quinta, muitos dos novos proprietários do MQ4 formaram filas em frente a um estande da Diretoria de Políticas Sociais e Habitação, que disponibilizou equipe no local para atender aos beneficiários. "Além de auxílio relacionado às mudanças, que inclui troca de miolos de fechadura e entrega de novas chaves, estamos cadastrando os titulares dos imóveis para a ligação de luz no RGE [Rio Grande de Energia]. E o que percebemos é que, mesmo aqueles que passaram o primeiro dia sem energia elétrica, todos estão muito felizes", relata Clarice Lazarin, diretora da DPSH.
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234