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Discutir a capacidade e estrutura necessária para prevenir e enfrentar eventos climáticos extremos. Esse, entre outras pautas, foi o tema do Seminário Técnico Defesa Civil de Canoas (Capacitar S2ID), que ocorreu nesta quarta-feira (26), no auditório Sady Schiwitz, na sede da Prefeitura.
Promovido pela Defesa Civil de Canoas, em parceria com a Defesa Civil Metropolitana, o evento contou com a presença de representantes de diversos municípios da Região Metropolitana e do interior do Estado. A abertura foi realizada com a participação do prefeito, Luiz Carlos Busato.
"Pesquisando sobre desastres naturais, descobri que 8.800 eventos climáticos já ocorreram no mundo desde 1970. Temos dado muita atenção ao trabalho da Defesa Civil desde o primeiro dia de governo porque compreendemos a importância da prevenção no combate aos alagamentos, fenômeno que afeta Canoas em algumas ocasiões", disse Busato.
O secretário especial da Defesa Civil de Canoas, Rodolfo Pacheco, falou da estrutura e das ações promovidas na cidade. Hoje, o município conta com cinco pluviômetros, que registra a quantidade de chuva na cidade, duas estações meteorológicas, cuja função é antecipar a vinda de eventos climáticos, e um linígrafo, que mede o nível do rio Jacuí.
Pacheco também mostrou a relevância da campanha Ajudar Não Tem Hora, que recebe, na própria sede da Defesa Civil, doações de alimentos, roupas, eletrodomésticos, entre outros materiais. Dependendo do porte da doação, a equipe também realiza a coleta in loco. Entre outras ações, o secretário especial citou o projeto Volantes da Defesa Civil. A partir de maio, de forma semanal, uma equipe da Defesa Civil vai até um bairro de Canoas e transforma o local em um "shopping a céu aberto", onde pessoas em vulnerabilidade podem retirar doações.
"Com a sinalização do Prefeito, de que vai fortalecer o trabalho da Defesa Civil, acredita que vamos avançar e ampliar nossas ações. Diante do quadro de eventos climáticos projetado para os próximos anos, eu acredito que, dentro de algum tempo, todas as cidades precisarão criar uma secretaria de Defesa Civil", afirmou Pacheco.
Relatos de Rolante e São Chico e palestra de meteorologista
Ainda na parte da manhã, a meteorologista da MetSul, Estael Sias, abordou a importância da prevenção de desastres naturais por meio de ferramentas de meteorologia - método já adotado por Canoas a partir de uma parceria com a MetSul. De acordo com Estael, o Rio Grande do Sul está situado em uma região que é o 2º local do mundo onde mais ocorrem eventos climáticos. "Aqui no Estado, temos de tudo: seca, vendaval, temporal, ciclone, tornado. Estamos muito suscetíveis a sofrer consequências de tempo severo", explicou a meteorologista.
Para uma plateia atenta, o coordenador da Defesa Civil de Rolante, Leandro Luiz Gottschalk, contou sua experiência no trabalho de recuperação do município de Rolante após o desastre ocorrido em janeiro deste ano. Além do impacto ambiental, com 350 deslizamentos e 270 hectares de terra arrastados, a enxurrada atingiu 2,4 mil famílias - um prejuízo que chegou aos R$ 78,6 milhões.
No início da tarde, foi a vez do coordenador da Defesa Civil de São Francisco de Paula, Maurício Borges. Ele relatou como foi a operação de resgate e de reconstrução do temporal e vendaval que atingiram a cidade no início de março. No total, foram mais de 300 casas destruídas, o que resultou em cerca de 1.600 pessoas desabrigadas.
Por último, o tema foi a nova legislação do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID), ferramenta presente no cotidiano do trabalho das defesas civis. O major Alexsandro Gol, coordenador do CREDPEC1 Metropolitana, foi o palestrante. Ele atualizou as novas formas de utilização da ferramenta.
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