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Aos 16 anos, Luíza Queiroz e Leonardo Moraes, alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da EMEF Rio Grande do Sul, já dão uma verdadeira aula sobre o que muita gente já sabe, mas não coloca em prática. Deixar de fumar é uma tarefa difícil, mas extremamente necessária. Além disso, quem nunca teve contato com o cigarro precisa conhecer todo o mal que ele causa para evitar qualquer aproximação.
A Luíza e o Leonardo estão com tudo na ponta da língua graças a um projeto da EJA, pensado ainda no início do semestre e que teve o ponto alto na noite dessa terça-feira (20). Uma proposta multidisciplinar, que contou com a ajuda de todos os professores e o envolvimento de todos os alunos da EJA que, distribuídos em grupos, tiveram funções específicas no decorrer do semestre. Na quadra de esportes da escola, um pulmão gigante foi montado como uma espécie de túnel, por onde era possível transitar e verificar os malefícios do cigarro. Do outro lado, o pulmão saudável, totalmente livre do tabagismo.
A professora de Ciências, Constancia Lopes Mendes, que coordenou o projeto juntamente com o professor de matemática, Paulo Hollweg, teve as expectativas superadas com o resultado final. "Os alunos aceitaram bem a nossa proposta desde o início. Uma situação interessante é que um deles, tendo contato com toda a pesquisa, deixou de fumar ao entender o risco que estava correndo. Isso para nós é um resultado maravilhoso, que vai além da sala de aula", comemora Constancia.
A diretora da escola, Márcia Pinho, explica que a motivação do trabalho é também a prevenção. "Nossos alunos fazem parte de um público bem juvenil, em sua maioria. A proposta é também um trabalho de prevenção, para que eles não cheguem perto do cigarro, muitas vezes uma porta de entrada para outras drogas", relata.
Os malefícios que o cigarro causa em todos os órgãos do corpo humano, não somente no pulmão, também fizeram parte do objeto de pesquisa do projeto. "É importante que todos saibam disso de uma forma mais técnica. Em casa tenho pessoas que fumam, além de incentivá-los a largar o cigarro, precisamos estar atentos aos fumantes passivos também", explica a estudante. Com relação à execução do trabalho, o Leonardo afirma que não encontrou muitas dificuldades, apesar da complexidade. "Se tornou um trabalho fácil pois todos estavam envolvidos, cada um fazendo a sua parte", comenta.
O trabalho fica exposto durante todo o dia para visitação das demais turmas da escola. No intervalo da manhã, a turma da Kauane Sander, de 14 anos escutou as explicações da Luiza e do Leonardo. "Achei bem interessante e fácil de entender. Isso acaba motivando as outras turmas da escola. Com certeza vou repassar essas informações para os fumantes que conheço", declara Kauane.
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