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A Secretaria Municipal da Saúde está engajada na Semana Mundial do Aleitamento Materno, comemorada desde 1948 entre os dias 1º e 7 de agosto. Atualmente, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 120 países participam da mobilização. Em Canoas, a programação segue até o dia 8, com eventos em 14 Unidades Básicas de Saúde (UBS's) e diferentes pontos da cidade.
Neste sábado (5), ocorreu a 1ª Hora do Mamaço de Canoas, com o objetivo de incentivar o aleitamento materno e divulgar os benefícios da amamentação para a mãe e para o bebê. A união das nutrizes ocorreu pela manhã, na parte nova do Parque Getúlio Vargas, o Capão do Corvo.
O vento e a temperatura amena não inibiram a professora Cassiana Oliveira, 30 anos, que participou da Hora do Mamaço com o filho Vicente, de apenas 11 dias. Ela conta que nos primeiros dias, teve dificuldades em amamentar porque o pequeno dormia muito e não estava ganhando peso. "Agora estamos recebendo orientação na Praça do Avião e está tudo bem. A amamentação é um momento único para mãe e filho. Vou continuar até quando ele quiser", conta orgulhosa.
A nutricionista da Unidade de Saúde da Praça do Avião, Graça Patrícia Lourenço, relata que a maior dificuldade das mães que chegam ao setor de nutrição é a crença de que não são capazes de amamentar, de que seu leite é fraco ou que não é suficiente. Graça explica que não existe "leite fraco" e que ele é um alimento completo produzido pelo organismo da mãe.
Outro problema que leva as mães a pedirem ajuda nas unidades de saúde é o baixo ganho de peso do bebê, que geralmente está relacionado a pega incorreta da mama. "Nosso trabalho é acolher e empoderar essas mães, mostrar que é possível sim amamentar. Nós auxiliamos corrigindo algumas questões que podem estar atrapalhando a amamentação e afetando o ganho de peso do bebê, como a pega incorreta, por exemplo", explica Graça.
A nutricionista destaca ainda que é fundamental o bebê esvaziar a mama antes de trocar para a outra, por causa dos chamados "leite anterior" e "leite posterior", esse último mais rico em gordura. "Se o bebê não esvazia a mama, não chega a consumir o leite posterior e acaba não ganhando peso adequadamente."
A reunião de mães e especialistas na 1ª Hora do Mamaço também serviu para a troca de ideias e divulgação de informações. "Outra questão importante: às vezes a mãe aperta a mama e saem três gotas de leite. Ela acha que está produzindo pouco leite. Explicamos: o que realmente incentiva a produção é a sucção do bebê, então quanto mais ele mamar, mais leite a mãe vai ter", reforça Graça.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a alimentação exclusiva por leite materno até os seis meses, o que é capaz de reduzir em 13% a mortalidade por causas que podem ser prevenidas em crianças menores de cinco anos. A OMS ainda orienta a manter a amamentação com leite materno de forma complementar aos alimentos até os dois anos de idade.
Confira algumas vantagens do aleitamento materno:
- interação entre mãe e bebê;
- auxílio no desenvolvimento motor e emocional da criança;
- o leite materno é um alimento completo, pois tem todos os nutrientes e em quantidades adequadas;
- Além de hidratar a criança, o leite materno é um alimento gratuito, sempre pronto para ser transportado e ingerido;
- o leite materno é de fácil digestão, por isso provoca menos cólicas no bebê;
- o leite materno protege o bebê contra infecções e alergias e propicia menos problemas ortodônticos (dentes) e fonoaudiólogos (na fala) associados ao uso de mamadeira;
- a amamentação faz o útero da mãe voltar mais rápido ao tamanho natural após o parto;
- diminui o risco de hemorragia pós parto e, consequentemente, de anemia na mãe;
- reduz o risco de câncer de mama e de ovário.
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